Adaptações de Sapiens, 1984 e Sandman

Algumas recomendações de lançamentos que ocorrerão nos próximos meses:

1 – Adaptação em quadrinhos do livro Sapiens, de Yuval Harari. Serão 4 edições, a primeira a sair no meio de novembro. Apesar de muito tentador, é em inglês, e cotada em dólar, então já aviso que vou esperar lançarem em reais.

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2 – Adaptação em quadrinhos de 1984, a icônica obra de George Orwell. Introduziu termos como o Grande irmão (Big Brother), duplipensar, novilíngua.

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3 – A cultuada série Sandman, de Neil Gaiman, ganhará uma adaptação na Netflix! Bom, espero que não estraguem a história do Senhor dos Sonhos.

Outros links:

https://www.ynharari.com/pt-br/book/graphicnovelsapiens/

https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/204471-neil-gaiman-filmagens-serie-sandman-netflix.htm

https://canaltech.com.br/entretenimento/sandman-na-netflix-o-que-esperar-da-adaptacao-da-melhor-obra-de-neil-gaiman-163760/

Um futuro distópico

A seguir, quatro indicações de livros distópicos que marcaram a literatura do gênero.

Se uma “utopia” é como sonhar com um futuro bom e justo, uma “distopia” é o oposto: um pesadelo, um futuro sombrio e ruim…

4) Admirável mundo novo, de Aldous Huxley, 1931.

É sobre um mundo perfeito, sem sofrimento. Os seus seres perfeitos física e moralmente têm apenas prazeres. Um exemplo é sexo à vontade sem a preocupação com reprodução – este “detalhe” fica à cargo de ventres artificiais feitos para isso, e um outro exemplo é uma pílula da felicidade chama “soma”. Entretanto, à margem da sociedade perfeita ficam os seres excluídos, no mundo real. A trama se baseia num homem que é tirado do mundo real e colocado no mundo “perfeito”.

É algo como a Matrix do filme, que também é sobre um futuro distópico perfeito em detrimento do mundo real.

3) Laranja mecânica, 1962, Anthony Burgess.

O protagonista é um jovem chamado Alex, líder de uma gangue de arruaceiros numa Inglaterra futurista. Esta gangue pratica a ultraviolência, com cenas pesadíssimas de brigas, espancamentos, assaltos, leite com drogas, violência sexual e tudo mais de ruim que alguém pode fazer.

Quando Alex é preso, ele passa por um tratamento psiquiátrico, tipo uma lavagem cerebral, que elimina dele todo o instinto de violência. Mas, quando ele retorna à sociedade, ele está indefeso e é a vez dele de ser espancado e torturado pelos rivais, ex-colegas e antigas vítimas.

A gangue utiliza uma gíria inventada pelo autor, que era fascinado por linguagens e como gangues a utilizavam.

O nome é porque uma laranja não natural, mas mecânica, é algo muito esquisito. É como o Alex natural por fora, mas completamente diferente por dentro. O que é correto, manter a natureza agressiva do rapaz ou transformá-lo num zumbi sem vontade?

O livro foi base do filme de mesmo nome, de 1971, por Stanley Kubrick – um dos clássicos do cinema moderno.

A seguir, dois livros do grande autor inglês George Orwell.

2) A revolução dos bichos, 1945, por George Orwell.

É sobre uma revolução dos animais numa fazenda. Um dos porcos, o velho Major, tem uma revelação de um mundo melhor, liderado pelos animais ao invés do ser humano. Logo depois, Major morre, mas dois dos outros porcos, Napoleão e Bola de Neve, lideram a bem sucedida revolução, expulsando os seres humanos.

No começo é bom, mas com o tempo, Napoleão expulsa e difama Bola de Neve, os animais continuam a trabalhar como sempre fizeram antes, e nada tinha mudado para eles, exceto para os porcos que eram cada vez mais parecidos com os humanos. Os animais também estavam em constante alerta contra a ameaça dos seres humanos, o que justificava que os mais capazes, os porcos, concentrassem o poder.

Há uma série de frases icônicas, como:

  • Quatro patas bom, duas patas ruim
  • Todos os animais são iguais

Quando os porcos começam a assumir cada vez mais as feições dos seres humanos, estas viram:

  • Quatro patas bom, duas patas melhor ainda
  • Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que os outros

No fim do livro, os porcos moram na casa grande, se vestem como humanos e fazem negócios com humanos.

1) 1984, de George Orwell, publicado em 1949.

O Big Brother é o líder máximo de uma sociedade totalitária. Ele a tudo vê (não por acaso, há um programa de TV horrível inspirado por este termo). É uma sociedade dominada pela propaganda, a polícia do pensamento e doutrinação.

O livro tem vários termos como duplipensar (aceitar duas ideias opostas do jeito que lhe convém) e novilíngua (tipo uma linguagem politicamente correta). O próprio Orwell virou um adjetivo, um orwelliano, algo que denota uma distopia sombria.


Conclusões:

Embora tais livros sejam do século passado, os temas continuam cada vez mais atuais.

Um fato curioso é que pessoas com espectro políticos diferentes olham para os livros 1984 e Animal Farm e veem claramente uma ditadura comunista, ou uma ditadura fascista. Olham para a patrulha de pensamento e criticam o outro lado, e acusam um ao outro de duplipensar. Cada lado defende os seus argumentos com unhas e dentes.

Bom, cada um interprete à sua maneira.

Links:

https://en.wikipedia.org/wiki/Brave_New_World
https://en.wikipedia.org/wiki/Modern_Library_100_Best_Novels
https://en.wikipedia.org/wiki/Animal_Farm
https://pt.wikipedia.org/wiki/Nineteen_Eighty-Four

6 Dicas de redação de George Orwell

O escritor George Orwell é um dos maiores escritores de todos os tempos, autor de livros lendários como 1984 e A Revolução dos Bichos.

A seguir, 6 dicas simples de redação que valem a pena ser seguidas:

  1. Evite figuras de linguagem e ditados populares
  2. Nunca use uma palavra longa se uma curta é suficiente
  3. Se for possível encurtar o texto, encurte
  4. Nunca use a voz passiva se puder usar a ativa
  5. Nunca use uma frase estrangeira, um termo científico ou um jargão se você consegue pensar em um equivalente comum
  6. Quebre qualquer destas regras antes de escrever alguma barbaridade

 

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A fonte original é o artigo “Politics and the English Language”, disponível em http://www.orwell.ru/library/essays/politics/english/e_polit

 

Os livros 1984 e A Revolução dos Bichos são dois dos mais interessantes que conheço, e convido para tomar um café quem quiser bater um papo sobre estes.

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Nota:

Belo texto do Scott Adams, autor do Dilbert

http://dilbertblog.typepad.com/the_dilbert_blog/2007/06/the_day_you_bec.html

(enviado pelo leitor Pedro Arka)

 

“A perfeição é atingida não quando não há mais nada a acrescentar, mas quando não há mais nada para tirar”- Antoine de Saint-Exupéry

(enviada pelo amigo Daniel Santamaria)