Macaco e Abacaxi

 

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Há muito tempo atrás, vi um programa da NatGeo, onde os pesquisadores davam um abacaxi coberto com mel para os macacos comerem.

A justificativa era assim:

– Macacos são seres bastante inteligentes

– Se der a comida prontinha, eles ficam entediados e acabam gastando energia com travessuras

– Portanto, damos a comida a eles com algum grau de dificuldade, para obrigá-los a pensar e gastar energia. Só que o grau de dificuldade não pode ser grande demais, senão ele não consegue e se frustra.

 

Pensamento meu: Será que a Vida não faz a mesma coisa com o ser humano? Dá uns abacaxis para você descascar e obter o mel? O problema é que as vezes a Vida erra na dosagem, e dá uns abacaxis espinhosos demais.

 

Almoço

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Uma vez, tive uma conversa assim:

Eu: A hora do almoço é a melhor hora do dia, não?

Colega: Sim, o nosso trabalho poderia ser só almoçar. A gente chega meio-dia, almoça com o pessoal, e volta para casa. E continua recebendo salário integral, é claro.

Eu: Verdade.

Colega: Mas o ser humano é um ser lazarento. Ia ter gente reclamando: “Puxa, que saco sair de casa só para ir almoçar. Ter que encontrar o chefe é ruim demais. O bom mesmo seria receber sem nem sair de casa”.

Eu: Rs, concordo plenamente.

 

Schopenhauer: “A ganância do homem é como a água do mar: quanto mais bebemos, mais sede temos”

 

 

 

Falta e excesso

BigMac

O ser humano passou mais de 10 mil anos convivendo com a falta de comida. Subnutrição era a regra.

Nos dias atuais, pela primeira vez na história, grande parte da população tem acesso fácil à alimentação.

O Big Mac tem a melhor relação calorias/custo da história. Um big mac seria um banquete, na idade média.

Mas, agora, o ser humano tem que se privar voluntariamente do excesso para não engordar.

Quando não se sofre pela falta, sofre-se pelo excesso.

 

Viés de coisas úteis x inúteis

O ser humano tem o viés de pagar caro para comprar coisas inúteis e economizar em mixarias que podem ser muito importantes.

Se é um óculos de marca, uma roupa cara, uma TV nova, o ser humano paga caro com prazer, parcela no cartão e se enrosca até não poder mais. E, no final das contas, você precisa disto mesmo?

Mas se é para comprar uma gafarrinha de água num dia quente, um guarda chuva num dia chuvoso, um presentinho para a esposa, um brinquedinho para o filho, ou qualquer coisa útil de pouco valor, o ser humano tende a desprezar. Mas, e no dia em que você precisar do copinho de água a mais?

Como diria o Bastter: para que pagar caro para comprar coisas de marca para impressionar pessoas que não gostam de você?

Não seria melhor comprar coisas baratas e úteis para você e para as pessoas que gostam de você?