​Bagdá, a mais bela cidade de todos os tempos

Ali Babá, um pobre lenhador árabe, esbarra com o tesouro de um grupo de ladrões, na floresta. De repente, após uma nuvem de poeira, revelam-se precisamente 40 ladrões.

O tesouro dos ladrões está numa caverna, que é aberta por magia. A gruta abre-se usando-se a expressão “Abre-te, Sésamo” e fecha-se com as palavras “Fecha-te, Sésamo”. Quando os ladrões saem, Ali Babá entra na caverna, e leva parte do tesouro para casa…

Quando éramos crianças, ouvimos falar das histórias fantásticas de Bagdá: os contos das 1001 noites, Aladdin e sua lâmpada mágica, tapetes voadores, animais estranhos vindo dos recantos mais distantes do mundo, Sherazade e suas histórias.

Conhecemos a Bagdá do mundo dos sonhos: o centro cultural, artístico, financeiro e tecnológico do mundo. Era certamente a melhor e mais avançada cidade do mundo, a mais bela capital do mundo civilizado, lá pelo ano 1000.

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A cultura ocidental atual só existe devido aos pensadores do oriente médio. A Europa, no ano 1000, era um bando de reinos isolados, de bárbaros iletrados. Não chegava nem perto da radiante cultura persa. As obras dos grandes filósofos gregos, Platão, Aristóteles, foram traduzidas para o árabe nesta época e se mantiveram vivas na história da humanidade. E, séculos depois, os clássicos gregos foram redescobertos e transcritos para o latim. Não à toa, esta época da Europa é chamada de Idade das Trevas.

Quando eu era adolescente, comecei a me perguntar: onde fica Bagdá, a magnífica Bagdá dos meus sonhos?

Depois de alguns outros anos, fiquei sabendo que Bagdá é a capital do Iraque.

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E o Iraque contemporâneo, ao menos de algumas centenas de anos para cá, não é nem de longe uma referência artística e cultural do mundo moderno. Mesmo antes das guerras dos dois George Bushs, o Iraque de Saddam Hussein tinha zero do charme das histórias das 1001 noites.

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De Bagdá ao Iraque

Como a Bagdá virou o Iraque é uma história de mais de 1000 anos, e certamente são muitos e muitos fatores importantes.

Porém, eu queria destacar um marco desta história. Um autêntico ponto de virada. A história da humanidade é sempre não-linear, e são exatamente esses pontos de não-linearidade que fazem a vida de centenas de milhões de pessoas mudarem para todo o sempre.

Esta não-linearidade tem um nome: Genghis Khan. E o que ele fez? Deletou Bagdá do mapa. Apagou toda a glória de Bagdá, obrigando-a a recomeçar do zero. Esta história, e algumas de suas consequências, serão narradas a seguir.


Genghis Khan

Não estudamos a história do mundo, na escola. Para nós, o mundo se resume à Europa e aos Estados Unidos. Nunca ouvi falar de Genghis Khan nas apostilas. Entretanto, ele mudou para sempre o mundo, deixou cicatrizes que duram até os dias de hoje.

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Genghis Khan nasceu com o nome Temujin, no ano 1162, na Mongólia. A Mongólia é uma região árida, e tinha povos nômades organizados em tribos. Temujin uniu as tribos mongóis, onde “unificar” significa derrotar os outros exércitos, matar seus líderes e assumir o poder.

A unificação das tribos mongóis se deu ao longo de 20 anos de batalhas. Temujin se tornou o Genghis Khan. O termo “Khan” significa algo como “rei”, e “Genghis”, “grande”.

Uma vez dominada a Mongólia (e regiões vizinhas), o grande Khan começou uma estratégia de dominação do mundo inteiro. Partiu para o oeste, dominando os povos da região da Armênia, Afeganistão e outros. Partiu para o sul, onde dominou o norte da China (um de seus descendentes, Kublai Khan, encontrou Marco Polo e tentou conquistar o Japão, numa história que um dia eu conto).

Todo exército bem sucedido tem alguma inovação tecnológica ou de processos que dá uma vantagem sobre os oponentes. No caso dos mongóis, eles dominavam duas técnicas letais: o cavalo e o arco.

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O povo mongol, nômade, praticamente nascia montado num cavalo. Um mongol tinha 100% de afinidade com o seu cavalo, eram uma coisa só. Dominar uma montaria dessas, numa guerra, significava extrema força e mobilidade.

Além disso, eles dominavam o arco-e-flecha. Eram treinados desde cedo nesta arte. A combinação arco-e-flecha montada num cavalo, tornava-os praticamente imbatíveis: poderiam atacar de longe sem serem atacados, poderiam ir e vir com a velocidade de um raio.

Ao longo do tempo, eles foram incorporando tecnologias assimiladas dos povos conquistados. Ao exército mongol juntaram-se engenheiros chineses e sua máquinas para o cerco de cidades. Máquinas como a catapulta para lançamento de pedras e de óleo inflamável, tecnologias para construção de fortificações e pontes, algumas armas rudimentares baseadas em pólvora.

Os mongóis eram naturalmente rudes e ferozes. Por exemplo, os mongóis não lavavam as suas roupas, o que os tornava famosos pelo mau cheiro. Outro exemplo: eles eram acostumados a comer carne crua. Para amaciar um pouco a carne crua, eles a colocavam entre suas pernas quando montados no cavalo…

Pois bem, para completar, o grande Khan adotava a técnica do terror para maximizar o alcance de suas conquistas. Mandava mensageiros para submeter as cidades ao seu domínio, o que significava reconhecer os mongóis como senhores, fazer contribuições de ouro, alimentos, armas e exércitos ao Khan. Quem não obedecesse era sumariamente destruído, para servir de exemplo. A cidade toda era devastada, não sobrava pedra sobre pedra. Até mesmo os civis eram brutalmente executados. Eles varreram algumas cidades do mapa, como uma cidade afegã chamada Khwarezmia, que foi completamente dizimada.

Não havia exército que conseguisse se equiparar à força dos mongóis. Não havia quem fosse mais ágil, mais experiente em batalhas, e com tanto know how de engenharia de destruição. Era melhor se render do que tentar enfrentá-los.

Em física, o momentum é igual à força vezes velocidade. Um grande momentum atropela um pequeno momentum. Na Arte da Guerra de Sun Tzu, diz-se para atacar como uma pedra esmaga um ovo. O momentum é como uma pedra enorme rolando morro abaixo.

O momentum era de Genghis Khan.


O califado Abbasid

O califado Abbasid foi o terceiro califado após o profeta islamico Maomé. O comandante do califado era o califa, e a cidade de Bagdá era a capital da mesma. O califado Abbasid foi estabelecido em 750.

Na época de ouro, Bagdá era a maior cidade do oriente médio, e era conhecida mundialmente como a capital do conhecimento, por abrigar instituições acadêmicas importantes.

O poder do califado estava em pleno declínio, no século XIII, após décadas de intrigas políticas, guerras e governos ruins.

Em 1242, o califa al-Mustasim assumiu o poder da cidade. Diz um cronista da época, sobre o mesmo:

“Sem dúvida, não tem a menor aptidão para o reinado, e a grandeza passa longe do mesmo”


Os mongóis chegam à Bagdá

No ano de 1258, Genghis Khan já havia morrido. O comando do império mongol era de seu neto Mongke Khan, que enviou o irmão dele, Hulagu Khan, para conquistar os povos do Oriente Médio.

Hulagu Khan levou 150 mil soldados para o Oriente Médio, e contava com o apoio de outros povos subjulgados e aliados ocasionais: exércitos da Armênia, Geórgia, etc.

Enquanto o califado estava em franco declínio, os mongóis estavam em seu auge.

O cerco de Bagdá ocorreu em 1258 e durou apenas duas semanas. O califado falhou em se preparar para a batalha, sem exército à altura. Bagdá também achava que um ataque a eles poderia mobilizar aliados islâmicos em sua defesa, o que não ocorreu.

O exército mongol destruiu os canais de irrigação, arruinando a agricultura. Saquearam e destruíram mosteiros, palácios, hospitais. Roubaram os tesouros, estupraram mulheres, aniquilaram a população civil.

Eles mantiveram o califa vivo, para assistir à execução de seu exército. Depois, enrolaram o califa num tapete, e fizeram os cavalos o pisotearem até a morte. Para ter uma ideia, o califa era para Bagdá como o papa é para a igreja católica: imaginem colocar o papa num tapete para ser pisoteado por cavalos…

Dizem os cronistas que os rios ficaram vermelhos de sangue das pessoas. Os mongóis não poupavam nem mulheres nem crianças. Estimativas variam entre 200 mil mortes a 1 milhão. Sendo que a população total de Badgá era em torno de 1 milhão de habitantes, algumas dessas estimativas são exageradas numericamente, mas de qualquer forma a perda foi enorme.

Depois das pessoas, foi a vez dos livros. As bibliotecas de Bagdá continham uma quantidade enorme de clássicos, da matemática à medicina, da história à astronomia. Os mongóis queimaram as bibliotecas e jogaram os livros nos rios. Os rios, antes vermelhos de sangue, depois ficaram pretos de tinta, levando embora em suas águas centenas de milhares de vidas e milhares de anos de conhecimento.

Uma perda irreparável. Após a devastação mongol, havia pouco o que fazer. Não havia cidade, não havia agricultura, não haviam pessoas, não havia mais livros.

Conseguiria Bagdá renascer das cinzas?

Este evento é considerado o fim da era de ouro islâmica.


Quem parou os mongóis?

Pouco tempo após a devastação de Bagdá, um único evento pôs fim ao terrível avanço mongol. Outra não-linearidade na história: Mongke Khan faleceu.

Era costume na época os comandantes mongóis retornarem ao país para prestar tributos. Muito mais do que tributos, os generais mongóis estavam concorrendo para assumir o império. Ao parar de conquistar o mundo externo, e começar a brigar entre si, eles perderam o momentum, e foram sendo derrotados nas pontas. Era o início do fim do império mongol.


Os dois ovos da fênix

No belíssimo conto de Sandman chamado “Ramadã”, conhecemos a história do califa Rahum Al-Raschid e a sua formidável Bagdá. Simplesmente, a mais bela cidade de todos os tempos. Porém, ele estava preocupado em manter a sua Bagdá eternamente reluzente e radiante.

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Al Raschid faz um trato com Sandman. Ele vendeu Bagdá ao senhor dos sonhos, em troca da promessa de manter a memória da grandiosa cidade viva eternamente. Por conta disto, é possível vê-la até hoje, em toda a sua glória, tapetes voadores e histórias de 1001 noites, no mundo dos sonhos.

Nos porões do castelo de Al Raschid, descendo escadas, masmorras e entradas secretas, há uma sala cheia de ovos. Ovos de todos os pássaros do mundo, de todos os tamanhos e todos os tipos.

Nesta sala se encontram os dois ovos da Fênix. Quando a Fênix morre, ela põe dois ovos.

Um deles é dourado, da onde nasce outra Fênix.

O outro é preto, e ninguém sabe o que nasce deste ovo.

Infelizmente, foi o ovo preto que chocou.


Links:

https://en.wikipedia.org/wiki/Abbasid_Caliphate

https://www.thenational.ae/arts-culture/tragedy-and-glory-1.296038

http://lostislamichistory.com/mongols/

https://en.wikipedia.org/wiki/Mongol_conquest_of_Khwarezmia

https://en.wikipedia.org/wiki/Baghdad

https://www.audible.com/pd/History/Turning-Points-in-Middle-Eastern-History-Audiobook/B01AYGLFTO

2017: Uma Odisseia de ônibus em SP

São Paulo é uma cidade gigantesca… Mais de 12 milhões de habitantes, com 7 milhões de automóveis, fazendo deste lugar um dos maiores pesadelos do mundo em termos de trânsito: rodízio de carros, radares para todos os lados, marronzinhos multando, carros avançando uns nos outros, etc…

 

Tenho duas alternativas para ir ao escritório. De carro, demoro 40 min para percorrer 9 km de distância. De transporte público, (ônibus + metrô), 1 hora e pouco. Ou seja, mais ou menos duas horas diárias na locomoção.

 

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São Paulo é tão grande que um ônibus articulado enorme como esse lota facilmente

Prefiro a segunda alternativa, transporte público, mesmo com todos os problemas: ir de pé, às vezes num ônibus lotado. Mas não uso transporte público por motivos altruísticos. Não é para salvar o planeta, nem para preservar o meio-ambiente. Uso o ônibus para otimizar o meu tempo.

 


 

O tempo do trajeto é o único momento do dia em que posso me concentrar totalmente, sem interrupções, sem compromisso, sem stress – em casa, tenho três filhas, e, no ambiente de trabalho, há sempre uma quantidade imensa de tensão e distrações.

No trecho do metrô, posso ler, e no trecho do ônibus, costumo ouvir áudio-livros. Ou simplesmente pensar, sobre qualquer assunto, sobre qualquer coisa. Ao invés de perder 80 minutos brigando no trânsito, ganho 120 minutos diários de tempo para ler, estudar e viajar pelos mais diversos assuntos:

– Ulisses, na Odisseia, enfrentou um dilema. Ele estava na ilha da deusa Calipso há sete anos. Um dia, ele quis partir, voltar para a sua Ítaca.

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Odisseus e Calipso

 

Calipso, que estava perdidamente apaixonada, ofereceu a Ulisses a imortalidade: viver eternamente com 30 anos, no mundo dela, cheio de fartura e prazeres. Ulisses preferiu voltar para Ítaca. Preferiu viver com Penélope os poucos anos que um mortal pode viver, e por isso mesmo, desfrutar de cada momento como se fosse o último.

– Um grupo de colonos nórdicos chegou às Américas no ano 1000. Eles chamaram o lugar de Vinland, porque havia histórias de que os vinhedos cresciam por todo lado nesta terra. Foram liderados por Erik, o vermelho. Mas, de vinho doce eles encontraram nada. Enfrentaram a oposição dos índios nativos e a colônia não durou muitos anos.

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Só tecnologia para cruzar os oceanos não bastava. Para haver a era dos conquistadores, 500 anos depois, tinha que ter estrutura política, social e econômica: apoio governamental, exércitos, missionários, financiamento econômico via diluição dos riscos (empreendimentos como a Companhia das Índias Ocidentais deram origem à bolsa de valores).

 

– O filósofo grego Sócrates foi condenado à morte por influenciar negativamente os jovens de Atenas.

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O julgamento de Sócrates

Ele encarou a condenação de peito aberto. Se questionar e pensar eram ofícios tão negativos assim, ele assumia que era isso mesmo que ele fazia. Sócrates não hesitou em tomar cicuta, um tipo de veneno.

 

– Uma das histórias mais bonitas de Neil Gaiman é chamada Ramadã. É sobre a maior e mais bela cidade que já existiu, Bagdá. A Bagdá das histórias das 1001 noites, dos palácios encantados, dos tapetes voadores. A Bagdá das belas dançarinas, dos mercados exóticos, dos viajantes de todos os lugares do mundo.

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Pois bem, o seu califa, Rahoun Al Raschid, estava preocupado. Bagdá era tão perfeita, e estava num momento tão bom, que ele sabia que este momento não duraria para sempre. Desceu até uma sala, onde havia dois ovos da Fênix: um branco, que geraria outra Fênix, e um preto, da qual ninguém sabia o que viria. Chamou Sandman, o senhor dos sonhos, e fez um acordo com ele: “concedeu” Bagdá a Sandman. Bagdá foi imortalizada no mundo das histórias, no mundo dos sonhos. Foi uma sábia decisão. Hoje em dia, não há mais Bagdá, e sim, o Iraque em seu lugar.

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Os dois ovos da Fênix

– Einstein e Godel passavam horas caminhando e conversando, no tempo em que os dois trabalhavam em Princeton. Albert Einstein, todos sabem, abalou os alicerces da física newtoniana. Kurt Godel era um lógico matemático, que provou que a Matemática não consegue se livrar de paradoxos (ex. o mentiroso diz “Estou mentindo”), e portanto, não é completa e consistente ao mesmo tempo: em suma, ele abalou os alicerces da matemática. As duas ciências mais exatas da humanidade tiveram as fundações questionadas por esses dois homens.

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Kurt Godel e Albert Einstein

Qual seria o nível da conversa matinal dos dois? Gostaria de ser uma mosquinha, para acompanhar.

– Um soldado japonês chamado Hiroo Onoda continuou lutando, mesmo após 25 anos depois do fim da Segunda Grande Guerra. Ele foi designado para defender uma das incontáveis ilhas do Pacífico. Os EUA nem deram bola para esta ilha, passaram direto. Quando chegaram as primeiras notícias de que o Japão tinha se rendido, alguns dos colegas de Onoda se entregaram, outros acharam que era uma emboscada americana. Com o passar dos anos, os colegas ou desertaram ou morreram.

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Onoda continou sozinho na floresta, vivendo escondido em buracos e sobrevivendo do que tinha. Ele só se entregou após o seu comandante, o mesmo que o designara para a ilha, ordenar que ele se rendesse.

 

– Steve Jobs era tão perfeccionista que vivia numa mansão praticamente vazia, porque só comprava móveis cujo design o agradava. Ele perdia semanas exigindo um design perfeito de seus produtos, desde a caixa que embalava até o mais minúsculo detalhe. “O botão do novo Mac ficou tão bonito que dá vontade de lamber”.

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– Redes Neurais Adversárias são uma das maiores inovações dos tempos atuais. A ideia das redes é uma vencer a outra: uma rede neural especializada em reconhecer letras em imagens, contra outra rede especializada em criar letras difíceis de serem reconhecidas pela primeira. Assim como na vida real, ter um adversário à altura e com objetivos opostos faz ambos crescerem mais do que seriam capazes sozinhos. Um Barcelona não seria o mesmo sem um Real Madrid.

– O filme 2001, de Stanley Kubrick, inspira o nome deste post. Este começa na pré-história, no alvorecer do ser humano, e termina no futuro das viagens espaciais. De tempos em tempos, um monolito preto misterioso aparece para a humanidade.

Monolito e alinhamento solar

A cada monolito, ocorre uma evolução. Foram apresentados aqui alguns dos monolitos que coletei durante a Odisseia do transporte em SP…

 

Trilha sonora: “A valsa das estrelas”.