Pense grande (o suficiente)

Sempre me incomodou aquela frase feita:
“Pense grande, dá o mesmo trabalho que pensar pequeno.”

Quando a gente pensa grande demais, um grilo falante em seus pensamentos vai dizer “isso não vai dar certo”. É como tentar dar um salto maior que a perna.

Vamos pensar num exemplo absurdo: imagine eu decidir ser o maior tenista do mundo.

Soa bonito, inspirador… até que a realidade chega. Lá dentro, soa um alarme: pô, nunca vou conseguir…

Todos nós temos um medidor interno de valor. Se o emprego atual está bom, está pequeno ou desafiador demais. Se a faculdade está fácil demais ou difícil demais. E algo muito acima do nosso medidor interno não vai rolar.

Olha só, eu já tenho mais de 40 anos, detesto correr, nunca joguei tênis, trabalho o dia inteiro, sou tipo nerd que gosta de ler histórias em quadrinhos. Como alguém assim vai ser melhor do que um atleta profissional, que nasceu com a genética adequada, treina desde criança e compete com os melhores do mundo?

É mais adequado colocar uma meta ousada, mas minimamente realista. Ser o melhor do clube de tênis do meu bairro já é muito mais adequado – e, convenhamos, difícil o suficiente, talvez nem assim eu consiga.

Em termos gráficos, a meta ideal é aquela um pouco além da nossa habilidade atual: distante o suficiente pra puxar o crescimento, mas próxima o bastante para ser possível. E, quando realmente eu for o melhor do bairro, talvez dê para expandir o sonho e tentar ser o melhor da região!

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