A “Falácia da Particularização” é muito utilizada no dia-a-dia. É bom saber.
Explicando para uma criança: O que é verdade para a maioria das pessoas não necessariamente é verdade para você.
Não é porque “todo mundo gosta de sorvete de chocolate” que você também deveria gostar. Não é porque “todo mundo faz assim” que você também tem que fazer. Faça o que você acha que é certo, goste do que você realmente gostar. Não sofra do efeito “Maria-vai-com-as-outras”.

A falácia da particularização é um nome meio complicado para um conceito que deveria ser simples.
A Lei dos Grandes Números tem um sentido de validade: descobrimos um padrão do particular para o geral. Sabemos a média da população a partir da medida de grandes amostras.
Já o oposto não se aplica: algo válido no geral pode não valer para o particular. Não é porque a Lei dos Grandes Números deu um valor para a média, que uma amostra vai ter necessariamente este valor.
Exemplo, em medicina: “90% dos pacientes se recuperam com o tratamento X”. Falácia: “Portanto, este paciente se recuperará com o tratamento X”.
Exemplo tosco, que vi numa propaganda eleitoral: “Corintiano vota em corintiano”, o que sugere que você, sendo corintiano, deveria votar no candidato. Ora, primeito que tal afirmação é uma inverdade estatística (duvido que ele tenha feito algum estudo), e mesmo se fosse verdade, é um caso da falácia da particularização: não é por isso que um corintiano específico deveria votar nele…
Este é um conceito explicado pelo escritor e pensador Nassim Taleb, no vídeo a seguir.
