Uma vez ouvi uma história bastante terrível sobre a esplendorosa Grande Muralha da China.
Segundo a lenda, uma pessoa deveria enterrada viva em sua fundação, a cada metro de comprimento, a fim de que a sua alma protegesse aquele trecho do muro.

Os escravos que fossem trabalhar nas muralhas deveriam ser divididos em dois grupos: os que trabalhariam para erguer o muro com o corpo, e os que seriam sacrificados para proteger o muro com a alma…
Pensando bem hoje, a história pode ter sido exagerada, porém tem um fundo de verdade. Imagine construir uma muralha deste tamanho, no ponto mais alto de uma montanha ou no meio de um deserto, em 200 a.C.? Trechos da muralha, de 21 mil quilômetros (!!) no total, foram construídos em períodos diferentes, durante vários milênios, para dar uma ideia do trabalho hercúleo que foi erguer tal construção.
Em um empreendimento desta envergadura, são necessárias dezenas de milhares de pessoas, certamente mal nutridas e mal protegidas em termos do que hoje chamamos de segurança do trabalho. Uma grande quantidade morria, em função do esforço em si, das doenças, acidentes, frio, más condições do trabalho, etc.
Portanto, realmente uma quantidade enorme de almas ficou pelas muralhas, seja de forma direta ou indireta, para erguê-la!
