O Aleph de Borges

Um dos contos mais interessantes de Jorge Luís Borges é o Aleph.

Para quem nunca leu, recomendo parar por aqui, por que há spoilers a seguir.

O Aleph é um ponto no porão de uma casa comum. Porém, é um ponto onde podemos ver todos os outros pontos do universo, simultaneamente, de qualquer ângulo.

Aleph (א) é a primeira letra do alfabeto hebraico.

Desse modo, significa o início de algo, o primeiro passo, entre outras interpretações possíveis.

O infinito num ponto infinitesimal, o todo num nada. O conto também sugere que há outros alephs, além do mencionado.

Lembra também a frase de Shakespeare, em Hamlet:


“Eu poderia estar confinado numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito”

E que inspirou a capa do livro de Stephen Hawking, “O universo numa casca de noz”.

E também lembra o belo poema de William Black:

“Ver um mundo num grão de areia,
E um céu numa flor do campo,
Capturar o infinito na palma da mão
E a eternidade numa hora.”

Portanto, podemos ter um Aleph em nossa frente, agora, neste instante!

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