Três asiáticos que fizeram sucesso no mundo corporativo americano

Três indicações de livros de asiáticos que fizeram sucesso no mundo corporativo americano.

1) Dave Liu é descendente de chineses nos EUA. Além disso, ele nasceu com um defeito no lábio. Neste livro, ele conta como conseguir ascender no meio hiper competitivo e ganancioso de Wall Street, mesmo com as barreiras acima.

The Way of the Wall Street Warrior:

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2) Tony Hsieh. Fundador da Zappos, uma varejista conhecida pelo extremo cuidado com o cliente. A Zappos foi comprada pela Amazon, uns anos atrás, numa transação bilionária.

Tony era descendente de taiwanês nos EUA, e infelizmente faleceu há poucos anos atrás.

Livro: Satisfação garantida


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3) Akio Morita, o lendário fundador da japonesa Sony. Ele escreveu um livro chamado “Made in Japan”. Conta uma série de histórias muito bacanas. Exemplo, de como a Sony utilizou transístores para fazer rádios, antes mesmo que qualquer empresa americana descobrisse o potencial deste. Morita sabia que deveria entrar nos EUA para conquistar o mundo. No livro, ele também conta um
pouco do choque cultural (ex. nos EUA tem 4x mais advogados que engenheiros, no JP é o contrário).

Como é um livro da década de 80, não está mais em circulação, então deixo um link com alguns highlights.

Quem tiver outras indicações, favor postar nos comentários.

Contos de Esopo sobre cabeça nas estrelas, especialistas e trabalho

1) Um astrônomo era fascinado pelas estrelas, e vivia mirando o céu. Um dia, estava tão absorto em sua busca, que tropeçou e caiu num poço profundo. Ele ficou três dias pedindo socorro até ser resgatado.

Moral da história: Cabeça nas estrelas, pés no chão.

2) Um grande ilusionista fingia ter um porco debaixo de um pano. Ele grunhia e mexia o pano, imitando um porco. Será que havia mesmo um animal ali? No final da apresentação, ele mostrava que não havia nada debaixo do pano, e saía aplaudido.

Um matuto, vendo aquilo, resolveu imitar o grande ilusionista. No show seguinte, após a apresentação do mesmo, ele subiu ao palco para mostrar a mesma peça e se comparar ao mágico. Porém, desde o início, as suas roupas de caipira provocaram desprezo da plateia. Ele também fingia ter um porco debaixo de um pano, e ao apertar o pano, saía um grunhido.

  • Que peça horrível. Imitação péssima. O grunhido do mágico de verdade foi muito mais real – comentava a multidão.

Daí, ao levantar o pano, o caipira mostrou a realidade: havia um porco de verdade ali, responsável pelos grunhidos!

Moral da história 1: Há especialistas que nada entendem.

Moral da história 2: A narrativa é mais importante do que a realidade.

3) Um homem preguiçoso orava ao deus Hércules, todas as manhãs, pedindo bens e dinheiro. No resto do dia, ele nada mais fazia a não ser ficar parado, dormindo. Numa dessas, o deus Hércules apareceu em seu sonho.

O homem aproveitou para perguntar:

  • Hércules? Vai finalmente me ajudar?

Ao qual o deus respondeu:

  • Eu não consigo ajudar a quem não se ajuda.

Moral da história: Deus ajuda quem cedo madruga.

4) Um sapo muito metido se achava o maioria em tudo o que fazia. Um sapinho adolescente o desafiou a inflar e ficar maior do que os animais que passassem por ali. O sapão aceitou o desafio, e inflou mais do que qualquer outro sapo que apareceu. Porém, um boi foi beber água no rio. O sapo, então, inflou, inflou o máximo que pôde, mas ainda assim era muito menor que o boi. Insistindo, ele inflou, inflou mais ainda, até que, enfim, explodiu para todos os lados…

Moral da história: não tente ser maior do que os outros, seja você mesmo.

Trilha sonora: La vie en rose – Louis Armstrong
https://www.youtube.com/watch?v=8IJzYAda1wA

Veja também:

Recomendação de livro: Hacking Digital

Quando falamos de transformação digital, 99% dos livros atuais focam na parte técnica. Este livro é diferente, é voltado à implementação numa grande empresa. Há uma diferença enorme entre fazer uma prova de conceito funcionar e convencer a empresa a mudar processos e sistemas para adotá-la em escala!

Estamos chegando numa era em que o conhecimento técnico está dominado. Não faltam boas e novas ideias. Os especialistas estão se formando em universidades e cursos complementares (embora ainda em número insuficiente). Agora o gargalo está sendo colocar em prática, integrar e escalar de forma coerente essas soluções inúmeras.

Este é um guia pragmático, vindo de gente que realmente tem know-how sobre o tema.

Alguns highlights:

  • Em 2023, gastos com transformação digital chegarão a US$ 2,3 tri.
  • A transformação digital é difícil. Apesar do que podem pregar alguns consultores, não é fácil. Acreditem.
  • 87% dos programas de transformação digital falham em atingir as expectativas originais!

Dá para dividir a transformação em três fases: Iniciação, Execução e Ancoragem.

  • A Iniciação envolve construir uma fundação sólida: criar momentum, estabelecer objetivos e entender o panorama da empresa.
  • A Execução responde por 70% do esforço, e envolve construir (portfólio balanceado, governança) e integrar esforços digitais com outras áreas (operações, TI, RH).
  • A última fase, de ancoragem, representa os 20% finais, e é a fase de embutir os sistemas digitais no processo, de modo que o digital se incorpore no negócio.

Sobre patrocínio, governança e TI tradicional

  • A duração média de um Chief Digital Officer é de 2,5 anos.
  • Evite objetivos complicados demais.
  • Alinhe com a direção da empresa para a transformação digital.
  • A governança é chave para o sucesso da transformação. Há prós e contras em ter times separados x integrados ao restante da organização – na prática, é sempre um modelo híbrido que depende do contexto. Seja claro em responsabilidades e tenha boas métricas.
  • Como fazer Digital e TI trabalharem juntos? A TI tradicional e a área de mudanças digitais geralmente têm conflitos relacionais. A TI tradicional cuida do legado, do que está rodando, segurança, garantia de estabilidade e qualidade. Já soluções digitais têm foco em velocidade, experimentação, desenvolvimentos novos e centrados em dados e analytics.

Sobre portfólio e áreas internas e externas

  • O portfólio de trabalhos deve ser balanceado, em termos de riscos, horizontes de tempo, habilidades necessárias e complexidade.
  • Internamente, é importante despertar a consciência digital, desenvolver skills e também criar urgência nas soluções digitais. Aumentar o QI digital e desenvolver as habilidades analíticas necessárias para o negócio são o desafio chave da transformação.
  • Externamente, focos citados são parceiros e ecossistemas, além de cuidados em questões sociais e ambientais.

Diversos dos pontos citados são mais fáceis de apontar do que fazer de fato – por isso a necessidade de alinhamento com lideranças, consciência digital e o alto esforço na execução (70%).

Quando a transformação digital virar o negócio como usual, você terá chegado lá.

Por fim, a transformação digital não é um projeto, mas sim, uma longa jornada. E uma longa jornada começa no primeiro passo, como já dizia um velho provérbio chinês.

Agradeço ao amigo Octaciano Neto pelo livro.

Link da Amazon
https://amzn.to/3KdUO5E

Hacking Digital, por Michael Wade e outros profissionais do International Institute for Management Development (IMD).

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Um zoom out para ver mais longe

Um dos pensadores que mais admiro é Will Durant, autor de uma série de livros sobre a história da humanidade.

Num desses, ele dá um “zoom out” na história, e comenta que “imortais” não são imortais. Os clássicos da humanidade, digamos Shakespeare, podem parecer imortais na cabeça de nossa sociedade, mas essas obras têm apenas algumas centenas de anos. Uma Ilíada de Homero, uns poucos milhares, o que é quase nada perto da evolução do ser humano até os dias de hoje (uns 400 mil anos), e um traço desprezível perto da história do planeta – os dinossauros foram extintos há 300 milhões de anos atrás, e antes disso reinaram na Terra por 100 milhões de anos, só para efeito de comparação.

É como se Durant desse um zoom out no Google Maps, lembrando o quão pequena é a nossa escala: enquanto estamos olhando para as ruas, ele olha para os países e continentes.

Algumas ponderações.

  • O Ocidente tem a tendência de ser imediatista, valorizar o que é jovem e traz resultado agora. Mais interessante é a visão de países orientais, como o Japão e a China, que olham para o longo prazo.
  • Existe algo mais curto prazista do que o Ebitda trimestral? Ficar cobrando resultados trimestrais causa distorções estruturais, já que é sempre mais importante mostrar o resultado agora do que arrumar definitivamente algum problema. No Oriente, é o oposto, o pensamento é em termos de gerações, como se fôssemos apenas uma etapa: o bastão está conosco, mas será entregue para outros em futuro próximo;
  • 35 destaques menores do que 35. Vira e mexe, alguma revista tem um jovenzinho numa capa como essa, valorizando conquistas meteóricas e possivelmente efêmeras. Como diria o autor Austin Kleon, prefiro uma lista de 80 destaques acima de 80 anos;
  • Numa empresa, cargos vão e vêm, são ilusões. O que interessa, no final do dia, é a capacidade real de gerar valor. Um habilidoso funcionário vai ter facilidade de se recolocar bem em outro lugar e performar com excelência, independente de cargo nominal;
  • Podemos controlar o processo, mas não o resultado. Sun Tzu: A invencibilidade está na defesa; a possibilidade de vitória, no ataque. Ou, como diz a sabedoria popular, o ataque ganha um jogo, mas a defesa ganha o campeonato;
  • CEO do ano: as revistas adoram eleger super-heróis, mas esses não existem. Por trás da figura da capa, há uma série enorme de profissionais invisíveis, que realmente fazem um organismo complexo como uma empresa ou um governo funcionarem;
  • Motivação x Disciplina. A motivação dura pouco tempo. É só a ignição. Para obter resultados sustentáveis, é necessário transformar a motivação em rotina, e criar disciplina para perseguir o objetivo. O estudo deve ser constante, a dieta não deve deslizar, o treino às 5 da manhã não pode durar apenas uma semana.

Os juros compostos vão fazer toda a diferença no final. Seja a tartaruga do conto de Esopo.

Olhe para o global, para o longo prazo. Dê um zoom out em sua vida.

Veja também:

A Espiral de Ulam

A Espiral de Ulam é uma outra de representação dos números primos, estudada pelo brilhante matemático Stanislaw Ulam.

Eu não conhecia essa espiral, foi o amigo Sinésio Barberini que me indicou, após o artigo anterior, a “Colmeia dos Primos”.

A espiral começa com o número 1, e depois vai preenchendo os demais números, seguindo um padrão espiral.

Da mesma forma que a colmeia, pintamos de cinza os números compostos, e de dourado os números primos, imaginando uma peneira passando a luz do sol.

Vide implementação interativa em:

https://asgunzi.github.io/Espiral-de-Ulam/EspiralUlam.html

Alguns prints:

Espiral de Ulam com 5,7 mil números.

Espiral de Ulam com 10 mil números.

É possível notar algumas diagonais no desenho – mas não explicar. Este é um dos mistérios levantados por Ulam, na época, e popularizados pelo grande colunista de puzzles Martin Gardner.


Nota aleatória: Stanislaw Ulam foi um dos criadores do método conhecido como Simulação de Monte Carlo, juntamente com John Von Neumann, na época da Segunda Grande Guerra.







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https://clube.spm.pt/news/vida-obra-de-stanislaw-ulam

https://en.wikipedia.org/wiki/Ulam_spiral

https://ideiasesquecidas.com/2022/04/22/a-colmeia-dos-numeros-primos

A Colmeia dos Números Primos

Que tal representar números primos numa grid hexagonal, como se fosse uma colmeia?

A ideia é começar de um ponto central, seguindo uma numeração a partir de camadas. Para números compostos, deixar a célula cinza; para números primos, deixar dourado (como se fosse a luz do sol passando por uma peneira, e só há buraco onde o número da casa é primo.

Para 2 camadas, fica assim:

Para 3 camadas:

Fiz uma rotina em Javascript D3, para ficar interativo. Você pode conferir aqui.

https://asgunzi.github.io/Colmeia-Primos/ColmeiaPrimos.html

Para 4 camadas:

Para 7 camadas:

Conforme comentado em post anterior, não parece haver um padrão muito claro – e essa falta de padrão dos primos vem atormentando os matemáticos há milênios!

Para 25 camadas:

Para 50 camadas:

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Moby e Mocha Dick

Duas recomendações de histórias fascinantes para o feriadão: Moby Dick e Mocha Dick.

Todo mundo já ouviu falar da baleia Moby Dick, clássico de 1851 do escritor americano Herman Melville, mas poucos efetivamente leram o livro ou viram algum conteúdo mais profundo sobre o mesmo. Uma recomendação é o filme “Moby Dick” de 2011, disponível na Amazon Prime.

Moby Dick é uma baleia cachalote albina, enorme, com testa enrugada e o corpo repleto de arpões. Ao contrário das baleias comuns, esta revida a ataques, destruindo os baleeiros e caçando os que o atacaram.

Nesse contexto, temos o fanático capitão Ahab em sua caça, extrapolando todo o bom senso possível e contrariando seu imediato Starbuck, aos olhos do narrador Ismael e seu colega, o indígena Queequeg.

É impressionante ver a vastidão do mar, os homens em seus navios de madeira movidos pela força do vento, atrás de leviatãs maiores do que qualquer animal outro na face da Terra.

Algo a notar é que as baleias são lentas e desajeitadas – sem predadores naturais, evoluíram de forma a nem dar bola para inimigos que possam caçá-las. Quando atacadas, tendem a fugir, o que explica: 1) como alguém tão menor como o ser humano conseguia caçar baleias em 1850, e 2) porque causava surpresa quando uma baleia reagia, destruindo barcos e matando pessoas.

Pela pesquisa que fiz, o livro Moby Dick não foi um sucesso imediato – por algum motivo, demorou mais de cem anos para a obra ser apreciada.

Outro ponto: Moby Dick é ficcional, mas baseado em relatos diversos, como o naufrágio de um barco chamado Essex e também de uma baleia chamada Mocha Dick.

E aí entra a segunda recomendação: a graphic novel Mocha Dick, de Gonzalo Martínez.

O autor, chileno, conheceu a história de Moby Dick e de Mocha Dick. Esta última tem esse nome por conta de ser vista sempre próxima à ilha de Mocha, no Chile, da onde surgiram alguns dos relatos que levaram Melville a escrever o romance famoso. E daí veio o projeto de contar a pouco famosa história de Mocha Dick.

Esta também é uma narrativa interessante, envolvendo a baleia albina que ataca barcos, lendas indígenas da região que a veem como uma protetora, personagens cativantes e uma bela arte retratando a época e o cenário.

Curiosidade. Eu comprei uma edição econômica de Moby Dick em 1998, numa pequena livraria de promoções no centro de S. José dos Campos. Lembro disso porque o dono do lugar me tratou super mal, porque pedi desconto – estava no primeiro ano da faculdade e não tinha dinheiro algum. Apesar disso, a edição custou R$ 1,50, barato mesmo para a época.

Mocha Dick:
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Moby Dick
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Prime Video:
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Os efeitos gênesis e apocalipse dos modelos de otimização

 
Quando falamos que encontramos a “solução ótima”, esta é com aspas mesmo: todo modelo é necessariamente uma simplificação do mundo real, extremamente complexo e cheio de efeitos de segunda e terceira ordem.
 
O “efeito gênese” ocorre no início, quando as variáveis ainda não estão “a todo vapor”. É a fase de aquecimento, transitória, e o modelo ainda é jovem demais para aproveitar.
 
Já o “efeito apocalipse” ocorre no final. Como o mundo do modelo acaba com o fim da simulação, ele tende a otimizar tudo: para de produzir, consome todo o estoque, curte a vida adoidado.
 
Nem todos trabalhos sofrem com esses efeitos, obviamente depende do caso. São mais frequentes principalmente nos que envolvem o tempo.


 
Para contrabalancear. No caso da gênese, começar com variáveis iniciais próximas ao estável – ou deixar rodar por alguns períodos e desprezar esse começo. No caso do apocalipse, a mesma coisa: ter restrições contrabalanceando o mínimo de variáveis, e/ou deixar ele rodando por um tempo e desprezar os períodos finais.
 
Quando a gente constrói um modelo e manda otimizar, ele otimiza mesmo, e encontra furos que não fazem sentido na vida real. Boa parte do trabalho é ficar fechando esses furos lógicos.
 
Fica a dica.

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Maratona x Corrida de 100m

Sempre prefira correr maratonas ao invés de corridas de 100m.

A longo prazo, a disciplina é maior do que a motivação, a tartaruga vence o coelho.

Veja também:

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Visualização do Crivo de Erastótenes

O crivo de Erastótenes continua sendo uma forma bastante eficiente de encontrar números primos, embora atualmente existam métodos melhores. Foi criado pelo matemático grego Erastótenes, que viveu cerca de 200 a.C.

A ideia é bastante simples.

Digamos, tenho uma lista de números de 1 a 20:
[1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20]

Pulo o 1, porque este divide todo mundo e até hoje há controvérsias se este deve ou não ser primo.

O próximo é o 2: e aí, risco todo mundo que é divisível por 2, daí para frente:
[1, 2, 3, 4, 5, 6, 7,8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20]

O próximo não riscado é o 3: repito o procedimento e elimino todos os múltiplos de 3:

[1, 2, 3, 4, 5, 6, 7,8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20]

Repito o processo até o fim, (ou melhor, até raiz(n)), e fico com a lista de números primos até n:

[2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19]

O termo “crivo” é um sinônimo de “peneira”, e daí vem a ideia desta visualização. Eu queria ver o crivo como se fosse uma peneira mesmo: passa luz nos números primos, e não passa nos compostos.

Para tal, fiz uma rotinazinha em Javascript – D3, que pode ser acessada aqui:

https://asgunzi.github.io/CrivoErastotenesVisual/Index.html

Por exemplo, para n = 100 (um quadrado 10 x 10):

Destacando os primos:

[2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23, 29, 31, 37, 41, 43, 47, 53, 59, 61, 67, 71, 73, 79, 83, 89, 97]

Para n= 400 (20 x 20):

Para n= 900 (30 x 30):

Não sei bem se isso se parece um QR code dos números primos…

Algo a notar é que há várias colunas vazias (ex. as que são múltiplas de 2), enquanto as que terminam com 1, 3, 7 e 9 são mais cheias. Mas não tem um padrão muito claro – e essa falta de padrão dos primos vem atormentando os matemáticos há milênios!

Veja também:

https://asgunzi.github.io/CrivoErastotenesVisual/Index.html

Máximo Divisor Comum – Visual (2)

Continuando a série de Teoria dos Números Visual, MDC parte 2.

Teorema. Para a, b e x inteiros, temos (a,b) = (a, b+ ax)

O máximo divisor de comum de dois números a e b é igual ao MDC entre a e b +a*x.

Exemplo: (3, 15) = (3, 15 + 4*3)

A prova visual também é fácil quando conseguirmos enxergar o que acontece, via a álgebra de pedrinhas.

Vendo como o MDC como o número de colunas, e os números a ou b como blocos, posso multiplicar à vontade esses blocos e somar, que o MDC vai continuar igual.

(Continua)

Para uma prova mais formal, vide referência abaixo.

Referência: Introdução à Teoria dos Números, José Plínio de Oliveira Santos, Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada.

Veja também:

Como aplicar a Teoria das Janelas Quebradas nos negócios?

No dia 26 de novembro de 2012, não houve um único crime violento na cidade de Nova Iorque, algo que surpreendeu até a força policial.

A causa é atribuída à Teoria das Janelas Quebradas, popularizada pelo autor Malcolm Gladwell, porém proposta anos antes pelos cientistas sociais James Wilson e George Kelling.

Numa vizinhança limpa e arrumada, alguém quebra uma única janela. Por algum motivo, ninguém conserta.

Acrescente, duas, três, janelas quebradas. Vai chegar um “ponto da virada” em que menos e menos pessoas se importarão, atraindo mais janelas quebradas. Um círculo vicioso.

Eu mesmo, já joguei lixo sobre um monte de lixo acumulado na calçada, mas não o faria se estivesse tudo arrumado.

Tendo como base a teoria, a polícia de NY tinha, uma década antes, começado uma ação para coibir até mesmo crimes menores, como pixação e evasão de pagamento do metrô.

O mundo é cíclico

O mundo é cíclico. Causas geram consequências, sementes geram frutos.

Jogamos jogos iterativos, uma, duas, centenas de milhares de vezes, com outras pessoas que habitam este planeta.

A teoria das janelas é nada mais, nada menos que um ciclo vicioso em ação. E a forma de combater um ciclo vicioso é com um círculo VIRTUOSO.

Como podemos utilizar ciclos positivos a nosso favor?

Uma única pessoa, sozinha, pouco vai mudar. Porém, ela pode ser aquele que arrumou a sua janela e pediu para o vizinho arrumar a dele. Se a sua energia e entusiasmo conseguirem contagiar outras pessoas, para que trabalhem na mesma vibração, em pouco tempo, um grupo, uma área inteira da empresa estará melhor, tempos depois, a empresa inteira.

Identifique a janela quebrada e aja para consertá-la. Não seja apenas um espectador. Ataque problemas, por menores que sejam.

Dê o seu melhor e contagie os demais, através do exemplo. Somos a média das 5 pessoas com quem mais convivemos – por outro lado, contribuímos para aumentar a média delas. Eleve o nível das pessoas ao seu redor (vide também: https://ideiasesquecidas.com/2022/04/13/adendo-a-lei-da-osmose-cole-em-quem-manja/).

Uma única pessoa pode fazer toda a diferença.

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