Ensinamentos do mago da publicidade

David Ogilvy foi um dos publicitários mais criativos e influentes do mundo. Foi o fundador da Ogilvy, que existe até hoje.

Em 1962, a Revista Time o chamou de “O mago mais procurado na indústria de publicidade”.

Alguns ensinamentos do grande pai da propaganda moderna.

As regras são feitas para obediência dos tolos e para guia dos sábios.

Se encontrar alguém melhor do que você, contrate-o. Se necessário, pague a ele mais do que você ganha.

Com clientes, não assuma a postura de um criado. Eles precisam de você tanto quanto você deles.

Tolere os gênios.

As recomendações que faríamos aos clientes são as mesmas que faríamos a nós mesmos

Tente fazer com que trabalhar seja divertido. Quando as pessoas não estão se divertindo, raramente produzem bons resultados.

Uma vez vendedor, sempre vendedor.

Acredite no que você vende.

Vale a pena dar a um produto uma imagem de qualidade, um bilhete de primeira classe.

O que você mostra é mais importante do que o que você diz.

Estabeleça padrões exorbitantes e infernize a vida de seu pessoal quando não os atingirem.

Grandes ideias são normalmente simples.

Prefiro a disciplina do conhecimento à anarquia da ignorância.

O que você faz é mais importante do que o que você diz.

Delegue, faça o seu pessoal pensar. Esta é a única maneira de descobrir se são realmente bons.

Procure o conselho de seus subordinados. Ouça mais e fale menos.

Boa escrita não é um dom natural. Você precisa aprender a escrever bem.

Estou à caça de cavalheiros com cérebro.

Se contratarmos sempre pessoas maiores do que nós, seremos uma empresa de gigantes.

Despreze os bajuladores dos chefes. São geralmente as mesmas pessoas que tiranizam seus subordinados.

A melhor forma de conquistar novas contas é criar para os nossos clientes atuais.

A busca pela excelência é menos lucrativa que a busca pelo tamanho, mas é mais gratificante.

Somente negócios de Primeira Classe, em uma maneira de Primeira Classe.

Veja também:

Flutue como uma borboleta, ferroe como uma abelha

Muhammad Ali é o maior pugilista de todos os tempos, tanto dentro quanto fora dos ringues.

Nascido Cassius Clay, ele conquistou o título mundial dos pesos pesados aos 22 anos, em 1964.

Só vi as lutas de Muhammad Ali no Youtube, mas lembro que o meu pai sempre falava dele. A minha mãe também: aparentemente, assistir às lutas de Ali era mais importante para o meu pai do que sair com ela!

Ali era um falastrão: se dizia o maioral, que o adversário além de perder, era mais feio do que ele, e bravatas do tipo. Porém, ele era alguém que entregava o que prometia: extremamente veloz, flutuava como uma borboleta, gingando na frente do oponente, instantes antes de desfechar-lhe um petardo mortal, ferroando como uma abelha!

Também na vida fora dos ringues, ele falava muito e cumpria o que prometia. Era ativista anti-racismo, bastante ativo, contra a guerra e sofreu as represálias do governo por isso.

Convocado para a guerra do Vietnã, ele recusou o alistamento. Pelo ato, ele quase foi preso, perdeu o título de campeão mundial do boxe, não pôde mais lutar por 3 anos e foi à falência financeira. É raro ver pessoas com a “pele no jogo” de verdade, que fazem valer a palavra, não ficam só na retórica vazia. De nada adianta sinalização de virtude fake tão em voga nos dias atuais, como se ajoelhar antes de uma corrida e criticar os outros que não fazem o mesmo, ou bravejar no Twitter contra o capitalismo, em seu iPhone do conforto do seu lar.

“Não tenho nada contra os vietcongues. Nenhum deles me chamou de negão” – Muhammad Ali, sobre a recusa em servir aos EUA na Guerra do Vietnã.

Ali deu a volta por cima 4 anos depois, quando retornou aos ringues e retomou o cinturão de forma espetacular. Nos anos seguintes, ele protagonizou algumas das maiores lutas da história. Uma delas foi o “Thrilla in Manilla”, contra o sempre perigoso Joe Frazier.

Porém, nada se compara ao espetacular “Rumble in the Jungle”, em 1974, contra o gigante George Foreman. Foi uma luta realizada no Zaire, cheia de provocações, no coração da África que amava Muhammad Ali. O oponente, George Foreman, era claramente mais forte, além de mais jovem. Ambos eram negros, porém, por Foreman ser quietão e Ali ser reconhecido ativista por igualdade racial, Foreman ficou sendo o representante do capitalismo americano, e Ali, o campeão da África. Ali venceu a luta, com todo o apoio da torcida. Foreman ficou tão abalado com a derrota que largou o boxe, retornando 10 anos depois.

“Ali boma ye” – Ali, mate ele

Cântico dos zaierense, em apoio a Muhammad Ali contra George Foreman, na luta “Rumble in the jungle”

Um parêntesis. Em 1990, eu me lembro de ter assistido o veterano George Foreman contra o brasileiro Adílson Maguila. Se o Maguilão passasse por Foreman, talvez enfrentasse o temível Mike Tyson na sequência. Qual nada, o nosso Maguila tomou uma surra… “Parece que uma carreta passou por cima de mim”.

Talvez Foreman seja mais conhecido nos dias de hoje pelo grill

Outra cena memorável é Muhammad Ali acendendo a tocha olímpica, nos jogos de Atlanta de 1996. Ele já estava com o Mal de Parkinson, visivelmente com extrema dificuldade em controlar a tocha.

Muhammad Ali faleceu em 2016, em decorrência do Parkinson.

Comprei um funko pop deste grande lutador, que chegou hoje. Além de um lugar no panteão dos deuses do boxe, ele também ocupa um espaço na minha exótica Biblioteca de Alexandria particular, ao lado de cubos mágicos, livros de matemática abstrata e de um guerreiro de terracota da dinastia Qin.

Note que a pose do funko pop é a mesma da primeira icônica foto acima, onde ele derrota Sonny Liston.

Recomendações:

O filme “Quanto éramos reis”, sobre o Rumble in the Jungle. https://www.adorocinema.com/filmes/filme-12519/

Tem o filme “Ali”, com Will Smith, mas eu não gostei muito. https://amzn.to/3heDina

Funko do Ali: https://amzn.to/33rEc7J

https://en.wikipedia.org/wiki/Muhammad_Ali

https://www.uol.com.br/esporte/boxe/ultimas-noticias/2020/06/27/o-erro-de-maguila-em-nocaute-brutal-pra-holyfield-ue-onde-estou.htm

https://www.uol.com.br/esporte/reportagens-especiais/maguila-x-foreman-parece-que-uma-carreta-passou-por-cima-de-mim/#page1

https://www.theweek.co.uk/muhammad-ali/73369/ali-boma-ye-the-chant-that-made-muhammad-ali-an-african-hero

Simplesmente o melhor

O post anterior, sobre Excelência, falou em ser o “melhor do mundo”.

Isso pode causar alguma confusão, porque eu não tenho a menor condição de ser o melhor do mundo em alguma coisa!

Esclarecendo. Seja o melhor do mundo, não para o mundo inteiro, mas para a parte do mundo impactada pela sua presença.

É o mesmo sentido de “Você é a melhor mãe do mundo”, ou “você é o melhor amigo do mundo”. Não existe, nunca existirá e nem faz sentido existir um concurso para escolher a melhor mãe do mundo. A minha mãe é a melhor mãe do mundo para o meu mundo, e isso é suficiente.

Não tente imitar outras pessoas, porque a única forma de ser o melhor do mundo é sendo autêntico ao seu próprio ser.

Seja a melhor versão possível de si mesmo neste mundo.

“O Tejo é mais belo do que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo do que o rio que corre pela minha aldeia,
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia”

Alberto Caieiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa

“Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer dividir este planeta e esta época com você.” – Carl Sagan

Trilha sonora: Simply the best – Tina Turner
https://www.youtube.com/watch?v=GC5E8ie2pdM

O segredo da Excelência, Confúcio, Naval e Telê

A seguir, um pensamento meu, e alguns pensamentos de que gosto (baseado na estrutura do newsletter do James Clear).

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Meu pensamento

O segredo da excelência:

  • ser o melhor do mundo em 1 tema
  • dominar bem 10 temas
  • saber mais ou menos 100 temas
  • reconhecer que ignora 1000 temas

O segredo da mediocridade:

  • tentar ser o melhor do mundo em 1000 temas

Reflexão: Qual o tema em que você é um dos melhores do mundo?

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De Naval Ravikant:

“Seja o melhor no mundo no que faz. Continue redefinindo a si mesmo até que isto se torne realidade”.

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“Uma jornada de 1000 quilômetros começa no primeiro passo” – Confúcio

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“Computadores são inúteis. Eles só podem dar respostas” – Pablo Picasso

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Não é segredo para ninguém que admiro demais o trabalho de grandes perfeccionistas, que prezam mais por fazer o processo correto do que pelo resultado final. Um deles é o técnico Pep Guardiola, que merece um post à parte. Outro exemplo de que gosto muito é o de Telê Santana, que montou um dos mais belos times da história, a seleção brasileira de 1982, mas não levou o caneco.

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Por último, para alegrar o dia, Aquarela, de Toquinho e Vinícius

Preso no Pólo Sul por dois anos

Convido o leitor nesta semana a ficar preso numa placa de gelo, na imensidão no Polo Sul, sem comunicação com o mundo externo e a 40 graus negativos.

A incrível viagem de Ernest Shackleton ocorreu em 1914, e tinha como objetivo percorrer a região da Antártida. Só que eles não contavam com o mau tempo, que acabou prendendo o navio e congelando a imensidão de mar à sua volta.

O seu navio tinha um nome profético: “Endurance”, algo como “Resistência”.

Para sobreviver, eles tiveram que consumir os mantimentos que tinham, além de focas e pinguins. E, claro, os cachorros que faziam parte da expedição não tiveram final feliz.

Após meses no gelo, Shackleton conseguiu zarpar com uma equipe pequena, para pedir socorro. Meses depois, eles retornaram para buscar a equipe remanescente. Não houve nenhuma baixa na tripulação de 27 homens, o que torna a viagem ainda mais incrível.

Há muito material nas fontes listadas abaixo, para saber mais.

Link do livro na Amazon.

https://amzn.to/3aUpXMW

As imagens foram tiradas das seguintes fontes:

https://super.abril.com.br/especiais/a-incrivel-odisseia-de-ernest-shackleton-na-antartida/

https://www.coolantarctica.com/Antarctica%20fact%20file/History/Ernest_Shackleton_pictures.php

https://brasil.elpais.com/brasil/2014/01/04/sociedad/1388867097_208652.html