Aforismos sobre limites, virtude e inovação

Estabelecer limites claros

Eu tenho um colega, que sempre ao início de um novo projeto com uma nova equipe, expõe os seus limites e pede para todos do grupo fazerem o mesmo.
Não temos que estar disponíveis 100% toda hora. Eu falei, por exemplo, que não gosto de trabalhar após as 19h (prefiro começar cedo, 5h da manhã por exemplo). Saber os limites de cada um liberta, ao invés de restringir. Podemos avançar limites de vez em quando, porém, o acúmulo desses incomoda. É melhor saber os limites de cada um de antemão.

Inovação

“Inovação não tem a ver com quantos dólares se dedica a pesquisa e desenvolvimento. Quanto a Apple apareceu, a IBM estava gastando pelo menos 100 vezes mais em P&D. Não tem nada a ver com dinheiro. Tem a ver com as pessoas que temos, como nos conduzimos e quanto entendemos do assunto” – Steve Jobs

“Quem tem o por quê pode suportar o como”

Friedrich Nietzsche

Porque reinventar a roda:

“O que não consigo criar, não consigo entender” – Richard Feynman, brilhante físico americano.

A recompensa da virtude é a própria virtude

A felicidade está no caminho, e aqui e agora.

A recompensa do trabalho bem feito é o próprio trabalho.

Os produtos japoneses são extremamente bem feitos. Vide carros como a Toyota, que não quebram.
Tenho uma garrafa térmica há uns 15 anos, de uma marca chamada Zojirushi. Ela é simples e bonita. O encaixe da tampa é perfeito: entra só de um jeito e para exatamente onde a marca indica para parar – nem a mais nem a menos. E funciona bem demais. Simples e perfeita.


Ninguém nunca vai chegar para os projetistas e operários que fizeram a minha garrafa térmica e dizer “Bom trabalho, sua garrafa funciona até hoje”. A recompensa de um bom trabalho é o próprio trabalho.

Desvendando o Cosmo

Ian Stewart é um dos maiores divulgadores científicos da atualidade. Quando vi o seu novo livro, “Desvendando o Cosmo”, não tive dúvidas, comprei na hora!

Link da Amazon: https://amzn.to/3oVUPSI

Stewart originalmente escreve sobre matemática, explicando equações complicadas através de linguagem simples. Neste livro, o tema é o universo e os seus infinitos mistérios.

Alguns tópicos abaixo.

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Shoemaker Levy 9

O cometa Shoemaker-Levy 9 mereceu grande atenção da mídia em 1994 (eu lembro bem disso).

Este foi descoberto pelos astrônomos que levam o seu nome em 1993: um cometa fragmentado, muito próximo à órbita de Júpiter. Eles calcularam que o mesmo teria entrado na órbita do gigante havia uns 20 anos, e o efeito da gravidade maciça teria despedaçado o corpo.

Ainda mais espetacular: calculando a trajetória, o cometa colidiria com o planeta em 1994! Seria a primeira vez na história que nós, meros terráqueos mortais, veríamos ao vivo uma colisão dessas!

E, tal qual um relógio, o cometa colidiu com a superfície de Júpiter. Cada um dos cerca de 20 pedaços causou um impacto maior do que todas as bombas atômicas do mundo juntas, e deixou cicatrizes enormes no planeta grandão. Um impacto de algo semelhante na Terra seria devastador.

Depois do Shoemaker-Levy 9, autoridades do mundo inteiro incentivaram o mapeamento de cometas próximos à Terra, a fim de tentar evitar que tenhamos o mesmo destino dos dinossauros.

Júpiter, ou Zeus para os gregos, é o maior deus do Olimpo, nome apropriado para o maior planeta do sistema solar.

Há até uma teoria controversa, de que o irmão maior Júpiter protege os planetas menores, ao atrair corpos celestes errantes com a sua gravidade esmagadora.


O Problema dos três corpos

As leis de Kepler preveem a órbita elíptica dos planetas, decorrentes da Gravidade de Newton. Correto, é isso mesmo, quando temos dois corpos (o Sol e o planeta). Porém, quando temos três corpos, o comportamento desses fica extremamente mais complicado, devido à equação ser não linear.

Uma forma de aproximar a resposta é simplificando, desprezando que os menores influenciem os maiores. Exemplo: “o problema dos dois corpos e meio”: dois corpos enormes (digamos o céu e um planeta) e o comportamento de uma poeirinha, uma espaçonave, sujeita à gravidade dos grandões!


Os Anéis de Saturno

Há uma série de mistérios envolvendo os anéis de Saturno, desde que Galileu apontou o seu telescópio e descobriu “orelhas” no planeta – equipamentos melhores mostraram estas serem os anéis.

O nome “Saturno” vem de “Cronos”, o tempo, o deus grego que devora os seus filhos. As “orelhas” de Saturno davam a impressão de que havia um corpo maior engolfando outros menores.

Uma das perguntas difíceis é sobre a largura dos anéis de poeira e gelo. Algumas delas são estreitas demais, o que seria instável. Uma das hipóteses é a das “luas pastoras”: duas luas guia, que por conta de seus efeitos gravitacionais, prenderiam as partículas dos anéis, tal qual cães-pastores controlam um rebanho. A Voyager 2, em Urano, mostrou um caso desses: um anel entre as luas Ofélia e Cordélia!


Cometa Halley

O livro não poderia deixar de mencionar um dos cometas mais famosos do mundo, o Halley. Em 1705 Edmond Halley pensou: Se planetas têm órbitas elípticas ao redor do Sol, por que corpos menores também não a teriam?

Ele mergulhou em registros esquecidos de cometas avistados, e notou a semelhança entre um especialmente brilhante, com uma cauda impressionante, visto por Petrus Apianus em 1531, Kepler em 1607, e próximo à era de Halley em 1682. Halley postulou que as três ocorrências eram do mesmo corpo, e previu que o cometa voltaria em 1758 – e acertou, na mosca.

Eu também tive o meu encontro com o Halley, é um velho amigo. Vide aqui:
https://ideiasesquecidas.com/2017/08/19/%e2%80%8bo-amante-halley/


O Efeito estilingue

Na primeira viagem do homem à Lua, a trajetória foi relativamente simples: sair da Terra, depois um “empurrão” direto até a Lua. Como não há resistência do ar, pela inércia a aeronave continua em movimento, até serem necessárias outras manobras.

Para a trajetória que minimiza o tempo, essa é a melhor estratégia. Porém, foi descoberto que é possível minimizar a energia (combustível), se a missão não se importar em perder mais tempo.

A ideia é utilizar o “efeito estilingue”. Quando a nave entra na órbita de um planeta, “pega carona” em seu movimento celestial. Quando a nave estiver na posição correta, ela pode gastar um pouquinho de energia para sair da órbita, e buscar um outro planeta para outro empurrãozinho. São cálculos complicadíssimos, mas que viabilizam missões impossíveis de serem feitas sem tal técnica.

É como se fosse uma rodovia espacial, feita com estradas de gravidade. As missões atuais, que não carregam pessoas, apenas equipamentos, usam e abusam dessa estratégia.


Como saber do que as estrelas são feitas?

A estrela é só uma luzinha no céu. Como saber do que ela é feita? A resposta: através de espectros de frequência.

É muito famosa a imagem de Isaac Newton e o seu prisma decompondo a luz.

Melhorando um pouquinho a técnica, temos decomposição espectral de uma fonte de luz.

Agora, aplicando a mesma técnica para compostos conhecidos (por exemplo, aquecendo um gás de hidrogênio e decompondo sua luz), temos uma assinatura espectral própria. Cada átomo absorve frequências diferentes de energia, de modo que, a partir da decomposição da luz, podemos ter uma ideia do que as estrelas são feitas!


Como sei a distância das estrelas?

Esta foi uma pergunta que sempre me fiz. Olhando para o céu, só vemos uns pontinhos. Como os astrônomos sabem que um dos pontinhos está a 1 milhão de anos-luz, e outro, a 100 milhões?

Uma das respostas é utilizando a mesma técnica que os antigos utilizavam para calcular a altura de uma pirâmide com o auxílio de um graveto e das sombras: trigonometria.

Pelo ângulo de diversas medições do mesmo pontinho, em diversos momentos (digamos, uma hoje e outra daqui a 6 meses, quando a Terra estiver no extremo oposto de sua órbita), temos uma estimativa da distância.

Não é a única forma de fazer a estimativa de distâncias. Há outras complementares, como estimar pelo brilho da estrela.


O livro também cita buracos negros (e buracos brancos), energia escura, a criação da Lua, o Big Bang, expansão do universo e inúmeros outros conceitos. São quase 400 páginas de diversão, para quem gosta de física, matemática e meta-física!

Veja também:

Bônus: Trilha Sonora por Rita Lee. Destaque para o trecho “Por você vou roubar os anéis de Saturno”

Artigo sobre Planejamento Florestal no IPEF: estudo de caso e boas práticas

Publiquei uma Circular Técnica sobre Planejamento Florestal, junto com os colegas Andréia Pimentel, Felipe Faria e ao amigo Guilherme Oguri, do IPEF.

O planejamento é o elo central de toda a cadeia de suprimentos. A ideia do artigo é ser um pequeno manual de referência, descrevendo conceitos, boas práticas e erros comuns a serem evitados, tanto em termos conceituais quanto técnicos.

No artigo, também falamos de um grande projeto de S&OP (Sales e Operations Planning) na área florestal, que envolveu uma grande revisão de processos, estabelecimento claro de papéis, responsabilidades e rituais. Os resultados, em termos de postura, ficaram nítidos: atuar como um maestro, um grande orquestrador, dando previsibilidade e transparência à cadeia.

Agradecimento a todos os envolvidos nesses trabalhos, este artigo é fruto do trabalho de vocês! Pensei em fazer uma lista. mas esta seria tão imensa que possivelmente eu deixaria alguém importante de fora.

Seguem links:

Links:

https://www.ipef.br/publicacoes/ctecnica/

Estudar, Ensinar, Alavancagem e Cavalos para montar

Estudar


O meu método, para aprender sobre um assunto qualquer.

  • Estudar muito
  • Ensinar muito
  • Praticar

O “Estudar muito” é autoexplicativo.

O “Ensinar muito” pode ser ensinando do jeito tradicional mesmo, e também pode ser criando um blog para postar sobre o tema estudado. Este blog (e outros como o do Excel e de Q comp) são a aplicação disso.

O segredo é que não tem segredo. É necessário muito tempo, enorme dedicação, esforço.

Alavancagem

Você pode ser o melhor vendedor do mundo, mas tem só 24h por dia.

Uma equipe de 5 vendedores, onde cada um faz metade do que você faz individualmente, vai performar mais no total.

Isso é alavancagem.

Parceria

Você não tem que saber tudo. Vale muito mais saber profundamente um tema e fazer parcerias com quem sabe outros. É aquele velho ditado:

“Sozinho, vou mais rápido, acompanhado, chego mais longe”.

Um cavalo para montar

Um dos livros mais interessantes da década de 90 é o “Horse sense”, dos grandes autores Al Ries e Jack Trout – também muito famosos há 30 anos.

Basicamente, a mensagem é “Encontre o cavalo certo para montar”. É possível interpretar o cavalo como uma oportunidade, uma grande empresa, um grande projeto.

Por outro lado, os cavalos precisam de um bom jóquei para os guiar, assim como as oportunidades, as empresas e os grandes projetos necessitam de excelentes colaboradores para chegar aos seus objetivos.

Outro livro fantástico dessa dupla de autores é o “Marketing de guerra”, imperdível. Tem também o “Posicionamento”, tema recorrente deste espaço.

Infelizmente, são livros antigos e pode ser difícil encontrá-los. Mas seguem alguns links da Amazon.

Marketing de Guerra
https://amzn.to/3yxwrLE

Clubhouse para Android

A rede social de áudio, ClubHouse, acabou de ser lançada para Android.

Eu estava na lista de espera, e o mesmo baixou automaticamente de ontem para hoje.

Eu gosto de ver o mesmo como uma plataforma de conferências em áudio, sobre temas bastante especialistas. Seja Blockchain, Startups, Economia, sempre tem algum grupo interessante para acompanhar.

É puramente áudio, o que para mim é sensacional – não aguento mais reuniões por Zoom ou Teams.

Tenho uns 5 convites, para quem quiser experimentar. Update: não tenho mais convites, acabaram rapidinho.

Três formas diferentes de colocar imagens no Excel

Um post do meu blog para dicas de Excel: https://ferramentasexcelvba.wordpress.com/

Ferramentas em Excel-Vba

É uma dica que pode ser útil para criar dashboards ou criar uma narrativa com dados.

Planilha para download: https://1drv.ms/x/s!Aumr1P3FaK7jnnnJL6sijAVhd_Ts

1 – Imagens em Shapes

Clique num shape, depois Formatar-> Preenchimento de forma -> Imagem

Escolher a imagem

E o shape fica preenchida com a imagem.


2 – Imagens em gráfico.

Clicar no gráfico, Formatar -> Preenchimento de forma -> Imagem

E o gráfico ficará com a figura ao fundo


3 – Plano de fundo

Clicar em Layout de página -> Plano de fundo

Escolher a imagem e aplicar:

Forgotten Lore – Ideias técnicas com uma pitada de filosofia (ideiasesquecidas.com)

Ver o post original

Complexidade e outros pensamentos

Uma ideia minhas, algumas de outras pessoas e uma chamada à ação.

Fiz um meme, baseado em outro que vi.

O que conseguimos entender do passado / enxergar do futuro:

Lembra Sócrates: “Tudo o que sei é que nada sei”

Ou Nietzsche: “Não existem fatos, apenas interpretações”.

Frases de que gosto:

“Tudo é óbvio, desde que você saiba a resposta” – Livro de Ducan Watts.

“O mais importante na comunicação é ouvir o que não foi dito.” – Peter Drucker

“Dizem que muito do que falo é óbvio. Mas se é tão óbvio, por que ninguém disse isso antes? E por que ninguém pratica?” – Peter Drucker

“O maior inimigo da criatividade é o bom senso” – Pablo Picasso

Dedicado ao STF:

“As leis são como as teias de aranha que apanham os pequenos insetos e são rasgadas pelos grandes…” Sólon, legislador ateniense

Chamado à ação:

  • Tente criar um meme engraçado ou inspirador sobre qualquer assunto e poste em suas redes sociais.

Recomendações sobre Palestina e Jerusalém

Seguem algumas recomendações para entender um pouco mais sobre o conflito árabe-judaico, no meu formato de mídia favorito: histórias em quadrinhos.

Sendo o tema polêmico, é quase impossível ter algum relato isento de opiniões – então seguem fontes de cada lado da história.

Joe Sacco é um repórter gráfico, especializado em cobrir guerras – Iraque, Sarajevo e outras.

Na obra “Palestina”, ele entrevista e convive com famílias árabes na região do conflito. Diversas histórias extremamente tristes são narradas.

Link da Amazon: https://amzn.to/33L2p91

O autor ganhou o American Book Award em 1996, pela obra.

Do mesmo autor, Notas sobre Gaza

Crônicas de Jerusalém – O autor, Guy Deslile, acompanha a esposa – voluntária do programa Médico sem Fronteiras – em Jerusalém.

Não é diretamente sobre o conflito, mas este permeia tudo o que acontece na narrativa.

Crônicas de Jerusalém ganhou o Prêmio Fauve D’Or 2012 de melhor álbum no Festival International de la Bande Dessinée de Angoulême, na França.

Link da Amazon: https://amzn.to/33Mkfc0

A História dos judeus, de Stan Mack, é uma narrativa gráfica de 4000 anos de história dos judeus.

Conta desde os primórdios, das histórias bíblicas, até a formação do estado de Israel. Não é focado no conflito moderno, mas é uma visão importante para conhecer as raízes do mesmo.

Link da Amazon: https://amzn.to/3w4QOOn

Todas essas obras contam a história de forma séria, e com uma arte belíssima.

Boa leitura!

𝗨𝗺 𝗘𝗧 𝗻𝗼 𝗺𝗲𝗶𝗼 𝗱𝗼𝘀 𝗙𝗮𝗿𝗶𝗮 𝗟𝗶𝗺𝗲𝗿𝘀

Tive a chance de publicar o artigo “Um pavão na terra de pinguins”, no blog da Negociarte (peço ver o link https://negociarte.com.br/2021/05/12/um-pavao-na-terra-de-pinguins/).

É sobre um pavão que, apesar de talentoso, é extremamente diferente dos pinguins que dominam o mundo corporativo. A fim de se encaixar, ele vai se tornando cada vez menos pavão e cada vez mais pinguim.

Eu sempre me senti uma espécie de ET no meio dos Faria Limers.

Sou introvertido, não muito sociável. Não gosto de roupas caras, nem clubes exclusivos. Nerd ao extremo, do tipo que lê livro de matemática para se divertir. E, no final das contas, são essas as características que fazem toda a diferença.

Quer saber? Somos todos ETs no condado, cada um a seu modo.

Na conclusão da história, o pavão não tem como ser um pinguim, ele seria um péssimo pinguim. A única forma de explorar o vasto mar das oportunidades é sendo ele mesmo.

Conheci a história pelo meu amigo Carlos Viveiro, no seu curso de negociação, e este post é o meu agradecimento pela valiosa lição ensinada.

Ensinamentos do mago da publicidade

David Ogilvy foi um dos publicitários mais criativos e influentes do mundo. Foi o fundador da Ogilvy, que existe até hoje.

Em 1962, a Revista Time o chamou de “O mago mais procurado na indústria de publicidade”.

Alguns ensinamentos do grande pai da propaganda moderna.

As regras são feitas para obediência dos tolos e para guia dos sábios.

Se encontrar alguém melhor do que você, contrate-o. Se necessário, pague a ele mais do que você ganha.

Com clientes, não assuma a postura de um criado. Eles precisam de você tanto quanto você deles.

Tolere os gênios.

As recomendações que faríamos aos clientes são as mesmas que faríamos a nós mesmos

Tente fazer com que trabalhar seja divertido. Quando as pessoas não estão se divertindo, raramente produzem bons resultados.

Uma vez vendedor, sempre vendedor.

Acredite no que você vende.

Vale a pena dar a um produto uma imagem de qualidade, um bilhete de primeira classe.

O que você mostra é mais importante do que o que você diz.

Estabeleça padrões exorbitantes e infernize a vida de seu pessoal quando não os atingirem.

Grandes ideias são normalmente simples.

Prefiro a disciplina do conhecimento à anarquia da ignorância.

O que você faz é mais importante do que o que você diz.

Delegue, faça o seu pessoal pensar. Esta é a única maneira de descobrir se são realmente bons.

Procure o conselho de seus subordinados. Ouça mais e fale menos.

Boa escrita não é um dom natural. Você precisa aprender a escrever bem.

Estou à caça de cavalheiros com cérebro.

Se contratarmos sempre pessoas maiores do que nós, seremos uma empresa de gigantes.

Despreze os bajuladores dos chefes. São geralmente as mesmas pessoas que tiranizam seus subordinados.

A melhor forma de conquistar novas contas é criar para os nossos clientes atuais.

A busca pela excelência é menos lucrativa que a busca pelo tamanho, mas é mais gratificante.

Somente negócios de Primeira Classe, em uma maneira de Primeira Classe.

Veja também:

Flutue como uma borboleta, ferroe como uma abelha

Muhammad Ali é o maior pugilista de todos os tempos, tanto dentro quanto fora dos ringues.

Nascido Cassius Clay, ele conquistou o título mundial dos pesos pesados aos 22 anos, em 1964.

Só vi as lutas de Muhammad Ali no Youtube, mas lembro que o meu pai sempre falava dele. A minha mãe também: aparentemente, assistir às lutas de Ali era mais importante para o meu pai do que sair com ela!

Ali era um falastrão: se dizia o maioral, que o adversário além de perder, era mais feio do que ele, e bravatas do tipo. Porém, ele era alguém que entregava o que prometia: extremamente veloz, flutuava como uma borboleta, gingando na frente do oponente, instantes antes de desfechar-lhe um petardo mortal, ferroando como uma abelha!

Também na vida fora dos ringues, ele falava muito e cumpria o que prometia. Era ativista anti-racismo, bastante ativo, contra a guerra e sofreu as represálias do governo por isso.

Convocado para a guerra do Vietnã, ele recusou o alistamento. Pelo ato, ele quase foi preso, perdeu o título de campeão mundial do boxe, não pôde mais lutar por 3 anos e foi à falência financeira. É raro ver pessoas com a “pele no jogo” de verdade, que fazem valer a palavra, não ficam só na retórica vazia. De nada adianta sinalização de virtude fake tão em voga nos dias atuais, como se ajoelhar antes de uma corrida e criticar os outros que não fazem o mesmo, ou bravejar no Twitter contra o capitalismo, em seu iPhone do conforto do seu lar.

“Não tenho nada contra os vietcongues. Nenhum deles me chamou de negão” – Muhammad Ali, sobre a recusa em servir aos EUA na Guerra do Vietnã.

Ali deu a volta por cima 4 anos depois, quando retornou aos ringues e retomou o cinturão de forma espetacular. Nos anos seguintes, ele protagonizou algumas das maiores lutas da história. Uma delas foi o “Thrilla in Manilla”, contra o sempre perigoso Joe Frazier.

Porém, nada se compara ao espetacular “Rumble in the Jungle”, em 1974, contra o gigante George Foreman. Foi uma luta realizada no Zaire, cheia de provocações, no coração da África que amava Muhammad Ali. O oponente, George Foreman, era claramente mais forte, além de mais jovem. Ambos eram negros, porém, por Foreman ser quietão e Ali ser reconhecido ativista por igualdade racial, Foreman ficou sendo o representante do capitalismo americano, e Ali, o campeão da África. Ali venceu a luta, com todo o apoio da torcida. Foreman ficou tão abalado com a derrota que largou o boxe, retornando 10 anos depois.

“Ali boma ye” – Ali, mate ele

Cântico dos zaierense, em apoio a Muhammad Ali contra George Foreman, na luta “Rumble in the jungle”

Um parêntesis. Em 1990, eu me lembro de ter assistido o veterano George Foreman contra o brasileiro Adílson Maguila. Se o Maguilão passasse por Foreman, talvez enfrentasse o temível Mike Tyson na sequência. Qual nada, o nosso Maguila tomou uma surra… “Parece que uma carreta passou por cima de mim”.

Talvez Foreman seja mais conhecido nos dias de hoje pelo grill

Outra cena memorável é Muhammad Ali acendendo a tocha olímpica, nos jogos de Atlanta de 1996. Ele já estava com o Mal de Parkinson, visivelmente com extrema dificuldade em controlar a tocha.

Muhammad Ali faleceu em 2016, em decorrência do Parkinson.

Comprei um funko pop deste grande lutador, que chegou hoje. Além de um lugar no panteão dos deuses do boxe, ele também ocupa um espaço na minha exótica Biblioteca de Alexandria particular, ao lado de cubos mágicos, livros de matemática abstrata e de um guerreiro de terracota da dinastia Qin.

Note que a pose do funko pop é a mesma da primeira icônica foto acima, onde ele derrota Sonny Liston.

Recomendações:

O filme “Quanto éramos reis”, sobre o Rumble in the Jungle. https://www.adorocinema.com/filmes/filme-12519/

Tem o filme “Ali”, com Will Smith, mas eu não gostei muito. https://amzn.to/3heDina

Funko do Ali: https://amzn.to/33rEc7J

https://en.wikipedia.org/wiki/Muhammad_Ali

https://www.uol.com.br/esporte/boxe/ultimas-noticias/2020/06/27/o-erro-de-maguila-em-nocaute-brutal-pra-holyfield-ue-onde-estou.htm

https://www.uol.com.br/esporte/reportagens-especiais/maguila-x-foreman-parece-que-uma-carreta-passou-por-cima-de-mim/#page1

https://www.theweek.co.uk/muhammad-ali/73369/ali-boma-ye-the-chant-that-made-muhammad-ali-an-african-hero

Simplesmente o melhor

O post anterior, sobre Excelência, falou em ser o “melhor do mundo”.

Isso pode causar alguma confusão, porque eu não tenho a menor condição de ser o melhor do mundo em alguma coisa!

Esclarecendo. Seja o melhor do mundo, não para o mundo inteiro, mas para a parte do mundo impactada pela sua presença.

É o mesmo sentido de “Você é a melhor mãe do mundo”, ou “você é o melhor amigo do mundo”. Não existe, nunca existirá e nem faz sentido existir um concurso para escolher a melhor mãe do mundo. A minha mãe é a melhor mãe do mundo para o meu mundo, e isso é suficiente.

Não tente imitar outras pessoas, porque a única forma de ser o melhor do mundo é sendo autêntico ao seu próprio ser.

Seja a melhor versão possível de si mesmo neste mundo.

“O Tejo é mais belo do que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo do que o rio que corre pela minha aldeia,
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia”

Alberto Caieiro, um dos heterônimos de Fernando Pessoa

“Diante da vastidão do tempo e da imensidão do universo, é um imenso prazer dividir este planeta e esta época com você.” – Carl Sagan

Trilha sonora: Simply the best – Tina Turner
https://www.youtube.com/watch?v=GC5E8ie2pdM