Informs Analytics Conference

O Informs é a maior instituição de Analytics e Operations Research do mundo, e anualmente faz uma conferência internacional.

Este ano, será virtual e gratuita (normalmente, custa uns 1000 dólares). É uma boa oportunidade, para quem gosta do assunto.

Saiba mais no link a seguir.

http://meetings2.informs.org/wordpress/analytics2020

A física dos Vingadores: Ultimato – parte 2

Continuação da parte 1. Aviso: Contém spoilers.

Thanos conseguiu as joias do infinito, estalou os dedos e destruiu metade da humanidade. Cumprida a sua missão no universo, também destruiu as próprias joias.

A solução do filme: voltar no tempo, recuperar as joias, e trazer as pessoas de volta à vida…

O Paradoxo do avô

Tudo quanto é filme de viagem no tempo explora o paradoxo do avô.

O que acontece se um viajante do tempo mata o seu próprio avô? Sem ele, como o viajante do tempo sequer existiria?

Em “De volta para o futuro”, ocorrem ações determinísticas: à medida em que o passado é alterado, o presente muda também.

David Deutsch

O filme dos Vingadores cita um certo “Princípio de Deutsch”, que não existe. Mas a pessoa, sim. É uma homenagem a David Deutsch, físico israelense.

Ele fundamentou as bases da computação quântica, nos anos 90. Tem um algoritmo, que leva o seu nome, e é o primeiro algoritmo quântico inventado.

Deutsch é um pensador extremamente não-convencional. Ele defende a interpretação de multiverso da física quântica.

Multiversos

Imagine o gato de Schrodinger: um gato, preso numa caixa fechada. Um átomo pode disparar ou não uma armadilha radioativa. Enquanto não fazemos a observação, o gato está no estado de superposição vivo e morto ao mesmo tempo.

Para a interpretação de multiversos, é como se o universo inteiro se dividisse em dois: um em que o gato está vivo, e outro em que ele está morto!

A maioria dos pesquisadores acha essa interpretação completamente maluca. Por que o universo inteiro se duplicaria a cada evento de incerteza como o acima? É exatamente oposta ao princípio da navalha de Occan (entre duas alternativas, a mais simples é a correta). E a conservação de energia?

Entretanto, este tipo de pensamento divergente pode ser a chave para soluções completamente impossíveis no raciocínio comum.

Deustch propôs, no artigo “Quantum Mechanics Near Closed Timelike Lines”, uma solução ao paradoxo do avô.

Linhas do tempo fechadas

A solução é mais ou menos assim: quando o viajante volta no tempo e mata o avô, não podemos pensar em termos determinísticos puros. Temos que pensar em termos probabilísticos.

Como no gato de Schrodinger, imagine que em 50% das vezes ele volta no tempo e mata o avô, 50% das vezes, não.

Este raciocínio evita contradições. Nas vezes em que mata o avô, mesmo assim o viajante continua existindo com 50% de chance. Dessa forma, mesmo sem o avô ele é capaz de existir e voltar no tempo para matar o avô.

Pelo visto, Tony Stark leu o artigo…


O Paradoxo EPR

No filme, Stark cita o paradoxo EPR, e emenda: “ao invés do Lang viajar através do tempo, o tempo é que viaja através dele”. Bom, EPR não tem relação alguma com a explicação dada.

EPR vem de um famoso artigo escrito por Einstein – Podolsky – Rosen.

Einstein, apesar de já famoso e reconhecidamente genial, era visto como um “velho chato” pelos pares na época. Um dos motivos era que ele não aceitava a interpretação da física quântica, liderada por Niels Bohr, outro titã da época.

O artigo foi uma tentativa de dizer que havia furos na teoria. Ironicamente, o artigo mostrou sim as esquisitices da teoria, porém, ao mesmo tempo virou um dos pilares do novo conhecimento. Mais ou menos como os torcedores do Palmeiras, que eram ofendidos com o termo “porco” pelos rivais, e no final das contas assumiram o mesmo como hino de guerra, dessa forma neutralizando as ofensas.

Pela teoria, dois átomos (ou fótons, ou qualquer coisa que possa ser um qubit) podem ficar num estado “emaranhado”. Os spins dos dois fótons assumem uma coreografia: ou ambos ficam para cima, ou ambos para baixo – nunca vai haver situação em que um é visto para cima e outro para baixo. Entretanto, é impossível saber se o estado será medido para cima ou para baixo.

Sapatos do Paulo Guedes

É mais fácil pensar em termos de sapatos. O Paulo Guedes tem um sapato mágico, que fica aleatoriamente trocando de estados: ora é uma meia, ora é um sapato azul. Podemos medir, ou seja, podemos dar um clique e o sapato assume para sempre ser uma meia ou um sapato azul, para de mudar.

Normalmente, os pares do sapato são independentes. Um pode ser meia, outro pode ser um sapato azul, sem correlação.

Porém, quando os sapatos estão emaranhados, ambos os pares sempre ficam iguais: ou sempre meias ou sempre sapatos azuis.

É impossível saber em qual o estado vai ficar. Só é possível afirmar que os pares serão iguais.

O raciocínio do trio EPR foi o seguinte. Pego um par do sapato, mando para Júpiter. Pego o outro par do sapato, mando para Andrômeda, a anos-luz de distância.

Dou o clique para medir, e ambos os pares serão iguais.

Porém, aí está o paradoxo. Como um par de sapatos sabe o estado que o outro escolheu?

Se há troca de informação, ela teve que ocorrer à velocidade maior que a luz, o que é proibido pela Teoria da Relatividade. EPR sustentava que devia haver uma “variável oculta” que explicasse o fato, e a teoria estaria incompleta ou errada.

Einstein chamou o paradoxo de “Ação fantasmagórica à distância”.

Niels Bohr deu alguma explicação mal dada para o Paradoxo EPR, que ficou esquecido por anos. Até que um físico chamado John Bell bolou uma forma de testar se havia ou não uma variável oculta. Resultado: não há variável oculta.

Se não há variável oculta, como explicar que um par sabe o estado do outro? Os físicos inventaram um termo, “não-localidade”, para dizer que o local não importa para a física quântica – ou seja, empurraram a sujeira para baixo do tapete: é assim e pronto.

Como disse o grande físico Richard Feynman: “Posso afirmar que ninguém realmente entende a mecânica quântica. Quem afirma que entendeu é porque não entendeu nada”.

Ou, prefiro citar Shakespeare: “Há mais no céu e na terra do que sonha a nossa vã filosofia”.

Veja também

https://ideiasesquecidas.com/2020/04/24/a-fisica-de-avengers-endgame-parte-1/

https://ideiasesquecidas.com/2018/06/29/sobre-atomos-e-vazio/

https://www.semanticscholar.org/paper/Quantum-mechanics-near-closed-timelike-lines.-Deutsch/8e993e3e9b0952198a51ed99c9c0af3a31f433df

https://www.scientificamerican.com/article/time-travel-simulation-resolves-grandfather-paradox/

https://www.theringer.com/movies/2019/5/3/18527776/marvel-avengers-endgame-time-travel-david-deutsch-proposition-scott-aaronson

https://www.sciencealert.com/avengers-endgame-uses-quantum-mechanics-to-explain-its-time-travel

https://www.symmetrymagazine.org/article/the-quest-to-test-quantum-entanglement

A física de Avengers Endgame – parte 1

O último filme dos Vingadores fala bastante de física quântica, e utiliza alguns termos que realmente existem: escala de Planck, paradoxo EPR, autovalores…

Não faz sentido discutir a acuracidade da física utilizada, num universo em que uma pessoa se transforma num gigante verde, outro fica do tamanho de uma formiga e um guaxinim é piloto de uma nave espacial. É apenas entretenimento…

E esta postagem é só uma desculpa para colocar a foto de Scarlet Johanson junto com um monte de fórmulas matemáticas, ou juntar Thanos e Einstein num mesmo post – é apenas lúdico.

Aviso: Contém spoilers do filme.

Faixa de Mobius invertida

Quando o Tony Start está procurando a solução para a viagem no tempo, ele manda o computador plotar uma faixa de Mobius invertida.

August Mobius foi um matemático nos anos 1800, que inventou a faixa.

A faixa de Mobius é bem simples de fazer. Basta pegar um pedaço de papel, torcer e colar as pontas.

Uma característica interessante é ela não ter dois lados. Se o Homem-Formiga começar a andar pela superfície, ela vai dar a volta e chegar no mesmo ponto de partida.

O grande pintor Maurice Escher descreveu bem a situação acima.

Uma faixa de Mobius invertida eu imagino que seja como inverter um saco plástico: o lado de dentro fica para fora e vice-versa. Seguindo essa lógica, a faixa de Mobius invertida vai ser exatamente igual à faixa de Mobius normal!

Talvez os autores quisessem usar a faixa para ilustrar que o tempo flui sempre para a frente, porém após um período infinitamente longo tudo retorna exatamente para o ponto de início. Estamos condenados a viver novamente cada segundo de nossas vidas, para sempre, num Eterno Retorno – ops, esse é o Nietzsche.

Autovalores

Numa conversa entre Tony Stark e Bruce Banner sobre viagem no tempo, eles citam autovalores (ou eigenvalues).

Autovalores e autovetores são matéria de álgebra linear I, ferramenta básica em qualquer área de exatas.

Hoje em dia, é bem trivial extrair autovalores de uma matriz. Utilizando numpy:

from numpy import linalg as LA

A =[[1, 0, 0],[0, 1, 0],[0, 0, 1]] #Matriz

LA.eig(A) #Extrai autovalores e autovetores

Resultado, a matriz identidade tem três autovalores iguais a 1, e três autovetores, [1 0 0], [0 1 0] e [0 0 1]. Ficou igual à matriz de entrada porque ela é a matriz identidade.

Autovalores e autovetores são soluções de inúmeras equações envolvendo matrizes. Então, não é muito errado eles utilizarem esta técnica para resolver alguma coisa (assim como decomposição espectral, também citada).

Escala de Planck

Numa cena em que o Homem-Formiga e outros Vingadores tentar convencer Tony Stark a embarcar na aventura, este responde algo assim: “a flutuação quântica bagunça a escala de Planck, e dispara a proposição de Deutsch”.

Homem formiga viajando no espaço quântico

Esta é uma bela homenagem a alguns homens de ferro da física moderna.

Max Planck, em torno dos anos 1900, foi quem começou a física quântica. Ele quantizou níveis de energia para conseguir entender um fenômeno físico inexplicável na época, a radiação do corpo negro.

O nome “corpo negro” não remete a buraco negro nem nada assim. É apenas a luz que um corpo emite quando aquecido. Digamos, quando colocamos carvão para churrasco, ou quando aquecemos uma barra de ferro a ponto de derretê-la, e ela fica avermelhada.

A constante de Planck é igual a 6,26*10^-34, e é a unidade mínima de energia, o quantum, o pacote mínimo possível. De forma parecida, há o tempo de Planck e o comprimento de Planck.

Sobre Deutsch e outro tema bem legal, o paradoxo EPR, fica para a parte 2, daqui a alguns dias.

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/2018/06/29/sobre-atomos-e-vazio/

Preparados para o risco

 “Preparados para o risco”, do autor alemão Gerd Gigerenzer, nos ensina a questionar os números, e com isso, tomarmos boas decisões.

Quatro highlights abaixo.

1 – Pergunte pelo significado.

“Amanhã, tem 30% de chance de chuva”. O que isso significa?

O 30% pode ter várias interpretações. 30% do dia vai chover. Há chance 30% de alguma chuva. No estado todo, vai chover em 30% da área…

Sem uma clara definição, não dá para saber o significado.

Exemplo: As manchetes dos últimos dias dizem que “a taxa de isolamento está em 49% e o ideal é 70%, segundo o governo”. O número é calculado a partir de rastreamento de celulares.

Mas, o que significa essa taxa de isolamento?

Se eu ficar em casa o dia inteiro, mas der uma voltinha, vai contar que estou furando o isolamento ou não?

2 – Pergunte pelos números relativos e absolutos

O autor cita uma manchete espalhafatosa: “Segunda geração de pílula anticoncepcional aumenta casos de trombose em 100%”.

A informação acima levou uma geração inteira de mulheres a evitar a pílula (e assim, aumentar a chance de gravidez).

Investigando o caso a fundo, num universo de 7.000 mulheres, os casos de trombose tinham aumentado de 1 para 2! Realmente, era um aumento de 100% nos casos, porém, são tão poucos casos que não há significado estatístico na conclusão citada. Ou seja, não havia motivo algum para o pânico gerado.

Como diz uma piada, “Estatística é a arte de torturar os números até que eles confessem.”

3 – Regras de bolso podem ser úteis.

Num mundo cada vez mais complexo, as pessoas têm a impressão de que necessitamos de soluções igualmente sofisticadas. Porém, não há sistema que consiga levar em conta tantas incertezas de um número enorme de variáveis possíveis.

Nesses casos, heurísticas simples e robustas são mais eficazes. Exemplo. O avião que pousou no rio Hudson, em 2009, usou a regra do polegar. Fique de olho na torre, se ela sumir do para-brisa, não há como chegar à pista. Decidiram pousar no rio Hudson.  

Menos é mais. Faça o simples. Utilize regras simples em ambientes complexos.

Da mesma forma, não compre produtos financeiros que não entenda. 

4 – Falsos positivos e falsos negativos podem ocorrer.

Gigerenzer ensinou mais de 1000 médicos em sua carreira, e estima que 80% não entendem o que um exame médico positivo significa, por não entenderem o que é um falso positivo e um falso negativo.

Uma recomendação é refazer um exame diversas vezes, não acreditar puramente no primeiro resultado.

Uma consequência é a chamada “medicina defensiva”. Por receio de que os pacientes o processem, os médicos acabam tomando medidas superprotetoras, o que leva a procedimentos médicos desnecessários.

Uma heurística simples: Não perguntar ao médico o que fazer. Perguntar ao médico o que ele faria, se estivesse no seu lugar.

Conclusão: o livro apresenta questionamentos bastante válidos e cases interessantes. O mundo não sabe falar a linguagem dos riscos de forma adequada, e todos deveriam estudar mais o assunto.

Um exemplo final. Risco é diferente de incerteza. Para mensurar o risco (exemplo, risco de perder na loteria), tenho que ter um alto grau de certeza. Por outro lado, podemos estar despreocupados com o risco de algo incerto (digamos, uma epidemia mundial), até que, finalmente, esta acontece.

Agradecimento ao amigo Flávio Deganutti por me emprestar o livro e pelas discussões.


Links:

Link da Amazon para o livro https://amzn.to/3aqVxP2

A lógica do Cisne Negro

O Jogo da Vida

O matemático John Conway faleceu na semana passada, vítima do Coronavírus.

Ele foi o criador do “Jogo da Vida”, o primeiro exemplo de autômato celular. É bastante interessante e lúdico.

O jogo faz a seguinte análise:

  1. Qualquer célula viva com menos de dois vizinhos vivos morre de solidão.
  2. Qualquer célula viva com mais de três vizinhos vivos morre de superpopulação.
  3. Qualquer célula morta com exatamente três vizinhos vivos se torna uma célula viva.
  4. Qualquer célula viva com dois ou três vizinhos vivos continua no mesmo estado para a próxima geração.

Um pouco da história

O conceito de autômato celular foi criado pela genial dupla John Von Neumann e Stanislaw Ulam, durante o Projeto Manhattan, que criou a primeira bomba atômica. Von Neumann tinha interesse em entender organismos autorreplicáveis.

John Conway inventou o Jogo da Vida enquanto um estudante de graduação. Ele gostava de jogos, e já tinha dominado vários quando quis criar um novo. Ele se inspirou nos trabalhos de Neumann e Ulam.

Ele fazia simulações num tabuleiro de Go, aquele jogo oriental que tem um tabuleiro de 19 x 19 quadrados e peças pretas e brancas, numa época que não tinha computador.

Dependendo das regras, a população pode explodir para a superpopulação, ou para a extinção total.

As regras do jogo acima foram cuidadosamente escolhidas, para entrar em equilíbrio. Rodando várias iterações, começam a surgir alguns padrões.

O Jogo da Vida ficou famoso em 1970, após artigo de Martin Gardner na Scientific American. Gardner é um dos maiores divulgadores de puzzles de todos os tempos (tenho uns 5 livros dele), e Conway enviava cartas frequentemente para contribuir.

Anos depois, em 2002, o matemático Stephen Wolfram (do Wolfram Alpha) publicou um estudo detalhado de autômatos celulares em geral, com classificação de tipos, regras, etc.

Esta técnica pode ter utilidade em diversas áreas do conhecimento: modelos biológicos, economia, etc. Inclusive, há alguns modelos de transmissão de Coronavírus baseados em autômato celular.

Em homenagem a Conway, fiz duas implementações do Jogo da Vida. Uma em Python e outra em Excel. É um bom exercício, para um nível intermediário de programação. Seguem alguns estudos.

Vide links a seguir.

https://github.com/asgunzi/JogodaVidaExcel

https://github.com/asgunzi/JogoVidaPython

https://mathworld.wolfram.com/CellularAutomaton.html

https://guiadoestudante.abril.com.br/estudo/conheca-john-conway-o-matematico-que-criou-o-jogo-da-vida

https://en.wikipedia.org/wiki/Cellular_automaton

https://mathworld.wolfram.com/ElementaryCellularAutomaton.html

Blinklist, 12 min e Instalivros

Nesta quarentena forçada, estou testando a fundo os serviços de resumo de livros Blinklist, 12 min e Instalivros.

A proposta deles é semelhante. Fazer resumos de livros, principalmente ligados a negócios, e disponibilizar no aplicativo. Além da versão texto, todos têm versão áudio, o que eu gosto bastante.

Como o próprio nome sugere, são textos de 12 minutos, ou microlivros.

Eles evoluíram absurdamente nos últimos anos. Hoje, eles têm um acervo enorme – o Blinklist, por exemplo, tem mais de 2.500 resumos. A forma com que esses são feitos também evoluiu: resumos bons, dinâmicos, chamam atenção.

Uma grande vantagem é dar uma pincelada em 10 livros no mesmo tempo em que você leria 1. Porém, resumos têm uma utilidade reduzida. Vou listar alguns pontos do que é e do que não é este serviço.

1 – O que é:

  • O resumo é uma bela introdução ao livro.
  • Com o resumo, é possível decidir o que ler e o que não ler, uma triagem mais profunda.
  • Há assuntos que não fazem parte da nossa competência principal, e não queremos aprofundar. Para esses, o resumo pode ser suficiente.
  • É útil relembrar pontos principais de livros já lidos.
  • Alguns livros têm muita enrolação e pouco conteúdo, neste caso, um resumo bem feito pode até substituir a leitura toda.
  • Assim como em áudiolivros, a versão áudio dos resumos pode ser acelerada para reproduzir em velocidades maiores.

2 – O que o serviço não é:

  • Não substitui a leitura do livro original, por não ter a profundidade do mesmo.
  • Por ter foco em business, não vai ter assuntos técnicos, como matemática ou física.
  • A qualidade depende muito da equipe que fez o resumo. Se ela fizer um resumo ruim, ou focar mais num ponto do que outro, estaremos perdendo conteúdo relevante do livro.
  • Não é uma avaliação crítica, nem uma interpretação do livro. É apenas um resumo.
  • Após a leitura, noto que a retenção de informação é menor do que num livro normal. Para aumentar a retenção, é necessário tomar notas, ouvir de novo, fazer um resumo do resumo, etc.

Outras questões:

O Instalivros é em português. Os demais em inglês.

Custos. Os preços deles estão na mesma ordem de grandeza. Há períodos trial – o do Blinklist, estou utilizando 30 dias. O 12 min, tinha 7 dias.

Dica de ouro: mesmo depois do período de avaliação, todos os serviços liberam um livro grátis por dia. Instalando os três, mesmo sem pagar nada, é possível percorrer três resumos por dia!

Além dos serviços citados, há outros concorrentes com proposta parecida. Há também podcasts de resumos (já ouvi alguns e não gostei de nenhum, por enquanto). Quem tiver outras recomendações, favor postar nos comentários.

Na verdade já lidamos com resumos desde sempre. Nunca li os Lusíadas de cabo a rabo. Nem o Guarani. Como caía no vestibular, o que sei desses é um resumo, no caso feito por um professor. Acho que li Dom Casmurro, mas o que ficou gravado mesmo foram as aulas e as discussões – Capitu traiu Bentinho ou não?

Aliás, uma forma excelente de aumentar a retenção é vendo filmes (quando existem) ou versões em quadrinhos – gostei muito deste abaixo:

Bons resumos!

O computador quântico que sabe tudo

Computação e Informação Quântica

O prof. Scott Aaronson, da Univ. de Texas em Austin, é um dos maiores especialistas em computação quântica da atualidade.

Este artigo é sobre um post divertido em seu blog (https://www.scottaaronson.com/blog/?p=4740)

Ele fora consultado por um jornalista chamado Ben Lindbergh, sobre uma minissérie chamada Devs – um thriller de ação sobre uma companhia do Vale do Silício que desenvolve um computador quântico capaz de reconstruir o passado e prever o futuro.

A missão do prof. Aaronson era comentar sobre a acuracidade dessas afirmações (ahahah).

Ele diz que a série não é sobre computadores quânticos. Este foi apenas um buzzword para fazer o papel de algo que já era conhecido desde a Grécia antiga, o Oráculo de Delfos.

O oráculo era a entidade que predizia o seu destino. Mesmo querendo fugir do destino profetizado, de alguma maneira, ele sempre ocorria no final! (Exemplo: Édipo)

A série contém uma…

Ver o post original 567 mais palavras

4 biografias nota 10

A seguir, uma lista de biografias extremamente inspiradoras, que valem cada segundo investido.

  1. Steve Jobs, de Walter Isaacson.

É a biografia oficial do icônico fundador da Apple, a pessoa que revolucionou a história dos computadores pessoais (Apple II, Macintosh), a indústria de música (com o iTunes e iPod), o cinema (com a Pixar) e os dispositivos móveis (iPhone, iPad).

O livro narra não apenas o lado perfeccionista e designer, mas também vários aspectos de sua vida pessoal, incluindo diversos problemas – no final das contas, ele era apenas humano.

Em uma frase: Deixe a sua marca no universo!

Adendo: O livro a seguir é uma alternativa, bem resumida: Como Steve Jobs Virou Steve Jobs.

E o discurso de formatura da turma de 2005 de Stanford, é uma obra-prima!

2. Albert Einstein: O gênio mais pop de todos os tempos. Conta a história de Einstein desde quando adolescente, fascinado com revistas científicas. Fala da faculdade, do casamento, e da época que ele era um funcionário de segunda classe numa função burocrática e escondia suas anotações quando o chefe chegava perto.

Em seu “ano miraculoso” publicou 4 artigos extremamente profundos – um deles, a Teoria da Relatividade Especial, um outro, do efeito fotoelétrico, que lhe rendeu o prêmio Nobel. Anos depois, a Teoria da Relatividade Geral viria a abalar as fundações da Física, do tempo e do espaço!

3. The everything Store. Conta a história da Amazon, que é indissociável da história de seu fundador, Jeff Bezos. Ele é retratado como um homem de ação, agressivo, ambicioso – mas todos os criadores são ambiciosos.

O nome “Amazon” vem do rio amazônico, em alusão ao seu tamanho, o maior do mundo.

A Amazon começou com livros, porém desde sempre a ideia foi expandir para um e-commerce. Primeiro, vender um livro sobre caiaques, depois o caiaque, inscrições de corridas de caiaque, reservas de viagens para andar em caiaques – uma loja de tudo, no final.

Outro ponto que mostra a obsessão de Bezos. Nas entrevistas, se o candidato falar em harmonia, balanço entre vida pessoal e trabalho, ele estava fora. O perfil desejado era de alguém que dedicasse o sangue ao trabalho.

O Walmart é a grande inspiração da Amazon. Alta eficiência em custos, incluindo espremer fornecedores e pressionar funcionários, gerando qualidade e preços baixos ao consumidor final, o grande beneficiado.

Vários outros serviços surgiram: o web services, um mecanismo de busca próprio, o turco mecânico, o Kindle.

Um exemplo interessante é o Amazon Prime. Devido ao requerimento de uma logística altamente sofisticada, o Prime passou muitos anos dando prejuízo. Bezos bancou o Prime, até este crescer da forma que conhecemos hoje: eficiente, barato ao consumidor final e agregando outros serviços, como o Prime Video.

4. AliBaba: The house that Jack Ma built

É um livro bastante surpreendente.

Jack Ma, o lendário fundador do AliBaba, é uma pessoa simples. Não tem educação formal. Fez a carreira toda sendo subestimado.

Ele é alguém esperto, não inteligente. Ele mesmo diz que não entende uma linha de código, nem sabe os detalhes da tecnologia que permite a internet.

Por isso mesmo, Jack utiliza uma linguagem fácil, recheada de exemplos da cultura pop chinesa e americana.

Um exemplo. Jack viu o filme Forrest Gump e adorou o filme. “Sempre que estou frustrado, assisto àquele filme”, diz. Forrest Gump é alguém que nunca se deu bem na escola, mesmo assim conseguiu empreender. E nunca deixou de ser ele mesmo, o mesmo Forrest apaixonado pela mesma garota da adolescência.

“Ora, você é bobo? O Forrest Gump nem existe de verdade”, já disseram a Jack, cuja resposta foi algo como: “Não importa, o exemplo é válido assim mesmo”.

O livro conta como Jack Ma aperfeiçoou o inglês, ao ser guia turístico voluntário de turistas estrangeiros. Além do inglês, o esforço rendeu vários contatos.

Ao visitar os EUA, ele conheceu e se fascinou pela internet. Ele também notou que não havia nenhuma página chinesa na internet da época.

Ele foi um dos primeiros a querer trazer a internet para China. Primeiro, o China Pages, que construía páginas para os negócios chineses. Depois, o AliBaba. O livro também mostra a interação dele com Jerry Yang, do Yahoo, e Masatoshi Son, do fundo Softbank.

Frases:

“Hoje é brutal, amanhã será brutal, depois de amanhã será bonito. Muitos não sobreviverão.”

“O curto prazo não importa.”


Deixar sugestões de outras biografias interessantes nos comentários.

Vide também:

https://ideiasesquecidas.com/2020/04/11/winston-churchill-o-destino-de-uma-nacao/

https://ideiasesquecidas.com/2018/05/26/steve-jobs-em-40-frases/

https://ideiasesquecidas.com/2019/04/10/einstein-era-um-matematico-mediocre/

https://ideiasesquecidas.com/2020/03/15/como-saber-ingles-ajudou-jack-ma/

Winston Churchill: o Destino de uma nação.

Recomendação de filme: “O Destino de uma nação” retrata um período crítico (e põe crítico nisso) da história.

Em 1940, a Alemanha nazista de Hitler tinha conquistado quase toda a Europa continental. A imparável máquina de guerra alemã tinha invadido a França. Todo o exército britânico estava encurralado em Dunquerque (França).

A Inglaterra tinha duas opções: ou negociava a paz com Hitler, ou continuava a guerra. Durante a crise, Winston Churchill foi eleito primeiro-ministro.

Churchill era favorável a continuar a guerra. Ele recebeu uma quantidade enorme de críticas dos moderados e isentões, que falavam da quantidade de soldados e civis que perderiam a vida num confronto com a Alemanha. Ele quase foi derrubado do cargo, mas prevaleceu. Bateu no peito, assumiu a responsabilidade pelas vidas que seriam perdidas, e o Império Britânico continuou na guerra.

Era o correto a ser feito: matar o mal pela raiz.

O resgate de Dunquerque foi feito, utilizando cada tonelada de aço que tivesse condições de atravessar o Canal da Mancha. O filme termina neste ponto.

“O Destino de uma nação” está disponível na Amazon Prime Vídeo, entre outras plataformas.

Um pouco de história e digressão minha: A Inglaterra estava sozinha, na época. Toda a Europa continental tinha sido tomada: Polônia, Bélgica, França. A Itália de Mussolini era aliada de Hitler. EUA e Rússia não tinham entrado na guerra. A Alemanha tinha um pacto de não-agressão com a Rússia de Stálin.

Invasões alemães até 1940

Na época, não é exagero dizer que a Alemanha tinha vencido a guerra continental. Por isso, Hitler queria a paz com a Inglaterra. Há quem diga que Hitler poupou o exército britânico em Dunquerque, como um gesto para negociar a paz.

Se, ao invés de Churchill, alguém moderado estivesse no comando inglês, este teria feito as pazes com Hitler. A história seria muito diferente. Não haveria Segunda Guerra Mundial.

Com a paz no ocidente em 1940, Hitler ganharia vários meses ou anos para se preparar para a próxima guerra e consolidar o seu poder na Europa, nos territórios da França, Polônia, Bélgica e outros países europeus.

Poucos anos depois, Hitler invadiria a Rússia. Sem a pressão da guerra em duas frentes, provavelmente venceria a guerra, ou pelo menos anexaria boa parte da Rússia. Talvez a Alemanha coordenasse ações com o Japão, que atacaria a Rússia e não os EUA – assim, seria a Rússia a ter que defender duas frentes de ataque.

Se não fosse por Churchill, talvez tivéssemos o Terceiro Reich até os dias de hoje. Seria uma superpotência nazista.

A Inglaterra pagou o preço pela ousadia. Londres sofreu terríveis bombardeios pela força aérea nazista. O Império Britânico deixou de ser um Império. Após a entrada dos EUA e da Rússia, a maré virou, e os aliados venceram o eixo, livrando o mundo do nazismo de Hitler.

Vide também:

https://ideiasesquecidas.com/2017/11/26/a-previsao-do-tempo-que-salvou-o-dia-d/

https://ideiasesquecidas.com/2017/11/19/%e2%80%8b-o-destruidor-de-mundos/

Amazon Prime Video

Link do filme na Amazon: https://amzn.to/3aWCZHw

O filme Dunkirk é sobre o resgate dos soldados britânicos na França. https://amzn.to/3eg4eia

O MARTELO FALA

O post anterior, sobre frases de Napoleão, me traz à memória o filósofo alemão Friedrich Nietzsche.

No “Crepúsculo dos Ídolos” o posfácio tem o conto a seguir. Quando ele diz que “criadores são duros”, um dos seus inspiradores é exatamente Napoleão Bonaparte.

Outra coisa: Nietzsche definia os seus próprios pensamentos como a “filosofia do martelo”: derrubar crenças e destruir ídolos.

O MARTELO FALA

“Por que tão duro!” -falou ao diamante um dia o carvão: “não somos afinal parentes próximos?”

Por que tão frágeis? Ó meus irmãos, assim vos pergunto: vós não sois afinal – meus irmãos?

Por que tão frágeis, tão prontos a ceder e a amoldar-se? Por que há tanta negação, tanta renegação em vossos corações?

Tão pouco destino em vossos olhares? E vós não quereis ser destino e algo inexorável: como
poderíeis um dia vencer comigo?

E se as vossas durezas não querem relampejar e cortar e despedaçar: como poderíeis vós criar comigo?

Todos os criadores são em verdade duros. E venturança precisa parecer-vos imprimir a vossa marca sobre milênios como sobre cera, –

Venturança de escrever sobre a vontade de milênios como sobre bronze – como sobre algo mais duro do que o bronze. Totalmente duro solitariamente é o que há mais nobre.

Esta nova tábua, ó meus irmãos, coloco sobre vossas cabeças: tornai-vos duros!

Veja também:

https://ideiasesquecidas.com/2018/06/03/o-anticristo-de-nietzsche-em-40-frases/

https://ideiasesquecidas.com/2017/12/13/o-crepusculo-dos-idolos-em-40-frases/

https://ideiasesquecidas.com/2019/09/16/o-mundo-e-regido-pelos-fracos/

Quem está com o mico?

O mundo corporativo é a arte de distribuir os micos para outras pessoas.

Ganhei do meu amigo Marcos Melo uma coletânea de artigos clássicos da Harvard Business Review.

Entre os artigos, “Management Time: Who´s got the Monkey?”, sobre administração e gerenciamento de tempo, de William Oncken e Donald Wass, de 1974.

Eles descrevem as tarefas que os profissionais recebem como “macacos” (mas “micos” é mais engraçado), que eles agora devem cuidar. São como micos invisíveis, que sobem nas costas da pessoa.

Cada um tem o seu número de micos, porém ocorre uma redistribuição desses na vida real. Alguns despacham os seus micos para todo mundo – o que os torna de ninguém, e assim o mico morre. Outros passam os micos para algum outro companheiro, horizontalmente, e alguns devolvem o mico para o seu chefe, seja por falta de autoridade para resolver o problema, seja por falta de habilidade ou interesse – “olha, aquele trabalho precisa de aprovação de tal pessoa…”

Algumas dicas:

– Ou o mico deve ser alimentado ou deve ser tirado da frente. O pior de tudo é o mico fantasma, eternamente pendurado nas costas

– Definir claramente quais são os micos, quantos são e quem são os responsáveis

– Quem ficar com o mico deve ter autoridade e competência para resolvê-lo

– Não assumir os micos dos outros

Outros links:

https://ideiasesquecidas.com/2019/04/05/bom-lider-e-mau-lider/

https://ideiasesquecidas.com/2016/07/21/peter-drucker-em-40-frases/

A nova máscara da Morte Rubra

O senador Próspero é um político brasileiro de longa data. Poucos conhecem as entranhas do poder tão bem quanto ele. Ficou multimilionário trocando favores com outros políticos, favorecendo empresas que o presenteassem com agrados e utilizando a máquina pública a seu favor.

Uma pandemia mundial vinha ocorrendo, vitimando a população sem escolher entre ricos e pobres e colapsando o sistema de saúde. Por isso, o senador Próspero resolveu se refugiar em uma de suas fazendas no interior de Goiás. Seu plano era ficar ali por pelo menos 6 meses.

Já que ele não poderia fazer nada pela população sofrendo com a praga, ele iria se isolar e desfrutar do que tinha acumulado por tanto anos, pensou.

Sua fazenda tinha uma casa grande e luxuosa. Piscina, quadras de esportes. Um heliponto. Mudas frutíferas diversas, um lago para pescar, sala de musculação.

Ninguém poderia entrar ou sair após o isolamento começar. Esta era uma ordem expressa: isolamento total. Uma pessoa com a praga contaminaria a todos. Quem entrasse ali deveria ter feito testes médicos anteriormente, e só colocaria o pé para fora da propriedade após o fim da pandemia.

Para suportar 6 meses de isolamento, o senador Próspero mandou trazer todos os luxos que tinha em Brasília. Alguns caminhões trouxeram sua mudança, incluindo móveis refinados, eletrodomésticos. Valores enormes na forma de dólares, joias e ouro. Suprimentos não poderiam faltar. Foi encomendada mais de 1 tonelada de carne argentina da melhor qualidade. Mais de 500 garrafas de vinho do mundo inteiro, queijos sofisticados, frutas exóticas e o melhor que o dinheiro poderia comprar.

E as pessoas? Além dos leais serviçais de segurança e limpeza, o senador Próspero trouxe o seu chef favorito e o seu cabelereiro particular. Ele convidou duas dúzias de seus melhores amigos de farra, escolhidos a dedo. Além disso, trouxe mais de 50 acompanhantes de luxo – todos os fins de semana haveria festas suntuosas, para as quais elas deveriam estar deslumbrantes. Pensando nas festas, três de seus cantores e bandas favoritos também foram chamados…

E assim, passaram-se muitas semanas, regadas a luxo, festas, festas e festas. No mundo além do muro, a praga atingia o seu ápice, devastando os locais por onde passava. O efeito da praga era deixar cadáveres com pústulas vermelhas, enormes, por todo o rosto dos infectados, poucas horas após a contaminação – por isso, a praga era chamada de “Morte Rubra”. Mesmo quem não era afetado diretamente sofria as consequências econômicas de uma recessão brutal. Porém, dentro do muro, ninguém estava preocupado com isso, havia muito a festejar…

Um dia, o senador Próspero ficou entediado com a mesmice de sua vida ali dentro. Para a próxima festa, ele planejou algo espetacular. Seria a mais suntuosa, a melhor festa até então, e seria um baile de máscaras. Ele não economizaria nenhum recurso.

Após algumas semanas de preparação, o dia do baile de máscaras finalmente chegara. Todos os seus parceiros de farra e as acompanhantes de luxo, elegantemente vestidos, cada qual com a sua máscara, a ocupar o salão de festas de sua casa grande.

Até que, num canto do salão, as pessoas começaram a se afastar de um intruso. Gritos de assombro, tensão no ar. O senador Próspero notou a agitação estranha e foi ver o que era.

Para o seu espanto, uma das pessoas estava vestida de Morte Rubra.

– Que brincadeira é essa? Como ousa? Prendam ele! Tirem a sua máscara para sabermos quem é!

Com toda a tensão da peste no ar, vestir-se de Morte Rubra era uma brincadeira além do aceitável. O autor de tal brincadeira seria exemplarmente punido, banido para sempre de seu círculo, pensou.

Porém, nem os seguranças nem os outros convidados esboçaram reação. A pele do intruso estava rígida, cadavérica. Os seus movimentos eram não humanos, assombrados. E assim, a Morte Rubra foi andando, lentamente, pelos cômodos da casa grande.

O senado Próspero, enfurecido, decidiu ele mesmo tomar a dianteira. Pegou um punhal, aproximou-se do intruso e o atacou. Sem efeito. Tentou tirar a máscara. Nada. Não era máscara. Era a Morte Rubra em pessoa!

Só então, ele se deu conta que a Morte Rubra já estava, há muito tempo, em seu meio. O isolamento e as festas tinham até ajudado na propagação dela. Um a um, os seus convidados foram vestindo a máscara da Morte Rubra e caindo ao chão, até chegar a vez do senador Próspero…

Baseado no inigualável conto “A máscara da morte rubra”, de Edgar Alan Poe.