Zaitt, o supermercado sem atendentes

Testei a loja Zaitt – um mercado sem atendentes, caixas, filas, nada. Há duas unidades em São Paulo, uma delas no Itaim Bibi.

Primeiro, é necessário baixar o aplicativo da Zaitt e fazer o cadastro: nome e outras informações, inclusive uma foto. Deve-se cadastrar o cartão de crédito também.

Em frente à loja, escanear o QR code com o aplicativo para a porta abrir.

Lá dentro, parece um mercado normal. Não é um espaço muito grande, mas há uma boa variedade de itens.

Os preços são mais ou menos na média dos preços de qualquer mercado comum.

Para comprar, basta utilizar o celular para escanear o código do item. Vai abrir uma cesta de compras, como as de e-commerce.

Ao finalizar a compra, o valor será debitado do cartão de crédito.

Para sair, escanear o código da porta de saída e se certificar que a porta fechou.

A minha experiência de consumidor foi simples, rápida. Quase um e-commerce ao vivo.

Minutos depois, uma nota da compra chega ao e-mail cadastrado.

Notei também que produto tem uma tag, algo como RFID. Isto deve permitir fazer um inventário on-line dos produtos, e também monitorar se alguém está tentando surripiar itens.

Fiquei pensando sobre qual seria a vantagem deste mercado autônomo contra um mercado comum. Uma vantagem óbvia é que ela funciona 24h por dia – daí itens como comida para consumo rápido.

Outra vantagem é o custo de funcionários. Porém, há um maior investimento em tecnologia, pelo menos a curto prazo.

Durante o dia, parece mais simples e direto ir a um mercado comum. Possivelmente, se esta loja der certo, veremos tal modelo escalar para grandes mercados.

Dois outros exemplos de autoatendimento.

1 – No Aeroporto de Curitiba, há uma loja de livros sem atendentes – um pegue e pague. Basta escolher o livro, pagar com cartão ou depositar o dinheiro numa caixa, e ir embora – sem paredes, sem tecnologia, nada. Há um ano e pouco atrás, esta loja tinha uma atendente que ficava lá o tempo todo.

Este modelo é totalmente baseado em confiança. Mas note que fica dentro do aeroporto, e com um produto (livros populares) que a cada dia perde valor agregado.

2 – O supermercado Henan, na China, é um mercado enorme (digamos, do tamanho de um Pão de Açúcar), no modelo autônomo. As pessoas fazem as compras, passam no leitor de código de barras, pagam e vão embora. Bom, há um ou dois caixas com pessoas de verdade, para os velhinhos, pessoas com dificuldades, turistas sem WeChat Pay como eu… mas a maioria absoluta dos consumidores fazem compra sem ajuda. Além disso, é um excelente exemplo de O2O – online to offline, com dezenas de sacolas em esteiras voando por nossas cabeças, indo para serem entregues por um exército logístico (algo semelhante ao Rappi atual, com moto, carro, bicicleta, patinete, tem de tudo).

Foto do caixa no Henan, com a cliente escaneando os produtos e pagando com celular

Em resumo, tendências: automação, autosserviço, pagamento por celular, integração online e offline.

O futuro está chegando.

Participação especial do amigo Jaime Heidegger.

Ideias técnicas com um pouco de filosofia.

https://ideiasesquecidas.com/2018/08/01/10-topicos-para-entender-a-china/

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