Xixi nas calças e o tempo presente

Sendo pai de três crianças, consigo fazer algumas afirmações por experiência própria.

Logo depois que a criança desfralda, ela não sabe a hora de fazer xixi. Você pergunta: quer fazer xixi? Ela responde: Não. Cinco minutos depois, ela sai correndo: xixi! xixi! E acaba fazendo nas calças.

E o pai fica pensando: porque ela não fez xixi quando eu pedi? A resposta é que, na hora, ela não queria, mas cinco minutos depois, sim.

Alguns meses mais velha, ela consegue antecipar que vai precisar fazer xixi no futuro.

 

Quanto mais nenê, mais a pessoa vive no presente. O passado não interessa, e o futuro não existe. Quanto mais velha, mais ela consegue perceber o tempo.

À medida que envelhecemos, ocorre o inverso. Damos mais valor ao passado em que bons momentos ocorreram, e mais antecipamos o futuro que vai ocorrer.

Viver no futuro causa ansiedade, e viver no passado causa depressão… que tal voltar a ser criança, e viver no presente? Mas sem xixi nas calças, claro.

 

 

 

A previsão do tempo que salvou o Dia-D

Resumo: a previsão do tempo possibilitou o desembarque aliado na Normandia, no Dia D – o evento que efetivamente virou o jogo na Segunda Grande Guerra. E se a previsão estivesse errada?

A não-linearidade do clima

A história, tanto quanto a vida, é marcada por diversos eventos não-lineares, que poderiam nunca ter ocorrido, e que poderiam ter mudado o mundo da forma como o conhecemos.

Por melhor que seja o planejamento, há eventos fortuitos que fogem completamente ao domínio de conhecimento de qualquer pessoa. Dentre todos os elementos desconhecidos, um dos mais importantes é o clima. Ele pode afetar desde o passeio no fim de semana, até o desembarque de 150 mil soldados e o destino da humanidade, no Dia D.

A importância do clima é tão grande, e conhecida desde tão antigamente quanto a Arte da Guerra, de Sun Tzu:

A arte da guerra é governada por cinco fatores:
– a Lei Moral
– o Céu
– a Terra
– o Comandante
– Método e disciplina

Onde o Céu significa a noite e o dia, o frio e o calor, o tempo e as estações.

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A fim de avaliar as chances de cada lado, Sun Tzu pergunta: Com quem estão as vantagens do Céu e da Terra?


Zhuge Liang Kongming

Embora Sun Tzu seja muito famoso no ocidente, há outro estrategista chinês que o coloca no chinelo: Zhuge Liang Kongming, da época dos Três Reinos.

Conta-se que ele tinha um conhecimento profundo do clima e da topografia.

Numa das guerras contra um reino vizinho, ele ficou meses articulando a posição de suas tropas e navios de guerra, a fim de encurralar o inimigo e utilizar fogo para destruir de vez a oposição.

O comandante inimigo nem deu bola para o posicionamento de Kongming, porque todos sabiam, desde sempre, que o vento soprava contra o exército do nosso estrategista. Se Kongming quisesse utilizar o fogo, com certeza ele mesmo se queimaria.

Depois de muita preparação, Kongming mobilizou suas tropas e as de seus aliados, para o ataque final. Toda a sua estratégia dependia do fogo – e do vento. Mas o vento soprava contra ele na véspera do ataque. Os aliados queriam desistir do ataque, mas Kongming insistiu para que fossem em frente – e prometeu a sua cabeça, caso desse tudo errado.

Pois bem, exatamente no dia do ataque, o vento virou de direção, agora soprava contra o inimigo. Kongming e aliados utilizaram a fúria do fogo, devastaram o inimigo e saíram vitoriosos.

Diz a lenda que o vento não virou por acaso. Kongming tinha lido em tomos antigos de conhecimento esquecido que o vento, no local do ataque, virava de direção um dia por ano, exatamente no dia do ataque programado!

Se a lenda de Zhuge Liang parece muito fantasiosa, vejamos o que ocorreu no desembarque na Normandia.


O Dia-D

O Dia-D é o dia do desembarque das tropas aliadas na Normandia, ocorrido em 06 de junho de 1944. É um dos eventos-chave da Segunda Grande Guerra. É a maior operação anfíbia da história da humanidade, e uma das operações mais complexas da mesma.

Resumindo uma longa história. Em meados de 1944, a Alemanha de Hitler sofreu derrotas devastadoras em seu fronte russo e africano. Os aliados italianos sofriam derrota após derrota. A expansão nazista tinha chegado ao fim, a partir de agora, eles estavam na defensiva – o que não os tornava menos perigosos.

Entretanto, todos esses teatros de guerra eram muito distantes do núcleo do poder alemão. Era necessário atacar realmente o centro do poder por outra frente, propiciando um ataque direto, encurralando os alemães.

Em 1944, todos sabiam que haveria um desembarque anglo-americano na Europa. Só não sabiam onde, e nem quando. Sobre a questão do “onde”, as duas opções eram Normandia ou Calais – locais com amplas praias para espalhar as tropas e não serem alvo fácil, próximos a portos importantes para garantir o ressuprimento, mares calmos o suficiente para facilitar o desembarque.

A Normandia foi o local escolhido, após longas análises e muita guerra de informação e desinformação, com direito a tanques de papelão, mensagens falsas, tropas fake, etc…

Sobre o “quando”: era necessário que houvesse lua, no mínimo parcialmente, porque as operações aéreas começariam de madrugada. A maré deveria estar baixa – para permitir que as tropas localizassem o campo minado deixado pelo inimigo. O tempo deveria estar bom – pouco vento, poucas nuvens – imagine o pesadelo que seria desembarcar sob tempestade e sob fogo nazista.

O Gen. Eisenhower, responsável pela Operação Overlord, fez longos meses de planejamento, imaginando cada detalhe da invasão, cada passo a ser tomado. Ele definiu junto aos seus pares que a invasão seria no dia 5 de junho de 1944. Mas havia algo impossível de prever: o clima, o mesmo clima citado por Sun Tzu, o mesmo clima que virou o jogo para Kongming.

A mobilização para o Dia-D foi monstruosa. Mais de 2000 navios de guerra, cerca de 150 mil soldados, tropas americanas, canadenses, britânicas – uma logística de outro mundo.

Entretanto, o tempo literalmente fechou para os aliados. Uma tempestade se aproximava – ventos fortes, pouca visibilidade. Eisenhower mandou as tropas esperarem. E agora, a responsabilidade do sucesso da invasão caía sobre os ombros de um homem, o Capitão James Stagg, o meteorologista-chefe dos americanos. E a resposta dele era que era impossível fazer a previsão, naquelas condições – teria que esperar.

O que fazer? Cancelar o Dia D?

A próxima janela de tempo com todas as características necessárias só se daria dali a duas semanas. Mas desmobilizar e mobilizar novamente todas as tropas seria um completo pesadelo logístico. Além disso, seria impossível guardar segredo após a movimentação de tanta gente, eles perderiam o elemento surpresa e a guerra de desinformação. E pior, se chovesse dali a duas semanas, talvez a próxima oportunidade tivesse que esperar mais vários meses. Daria tempo suficiente para a Alemanha se defender da Rússia, da ofensiva pelo Sul e de todas as ameaças.

No dia seguinte, o meteorologista Stagg bateu no peito, e garantiu que a tempestade tinha dado uma trégua. Haveria uma brecha de pouquíssimo tempo – um dia, no máximo dois dias. Vários dos comandantes acharam muito arriscado, mesmo assim, e pediram para adiar o desembarque na Normandia. Mas Eisenhower apostou alto, colocou todas as fichas em sua versão de Kongming, e ordenou o ataque para o dia 06 de junho de 1944.

A partir daí, é história: o Dia D foi uma das operações mais bem sucedidas da humanidade, e selou o destino da Alemanha de Hitler.

Outro fato que ajudou no sucesso da operação. Os nazistas estavam muito tranquilos de que não haveria invasão alguma, porque a previsão do tempo apontava chuva forte. Mesmo após o desembarque, eles custaram a acreditar que esta fosse a operação real, e não uma isca para confundí-los.

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O que aconteceria se o tempo fosse contra?

Imagine se o meteorologista Stagg estivesse errado, e uma tempestade varresse a costa francesa?

Os aliados perderiam todo o apoio aéreo – a navegação aérea era totalmente visual naquela época. A navegação seria terrivelmente prejudicada. Mesmo se as tropas desembarcassem, a mobilidade dos equipamentos seria bastante prejudicada naquele momento crucial da invasão. Certamente, as perdas seriam estrondosamente maiores, senão catastróficas.

Não seria a primeira vez na história que uma tempestade acaba com uma invasão.
Kublai Khan, neto do mongol Genghis Khan, dominava a China no séc. XIII. Ele tentou invadir o Japão em 1274, com 300 navios e 15.000 soldados. Diz a lenda que uma tempestade destruiu os seus navios. O Japão, um país de agricultores, não conseguiria resistir ao poderio bélico sino-mongol.

Kublai dobrou a aposta, e em 1281, mobilizou 900 navios, 17000 marinheiros, 25000 soldados coreanos, mongóis e chineses… e, novamente, uma tempestade protegeu o Japão, acabando com as ambições do grande Khan da época.

Os ventos que protegeram o Japão foram os ventos (kaze) dos deuses (kami), dando origem ao termo “kamikaze”.

Citando novamente Sun Tzu: com quem estão as vantagens do Céu e da Terra?


Epílogo

Não por acaso, o mais poderoso deus da mitologia grega, Zeus, é o deus da chuva e do trovão.

Também não por acaso, os mais poderosos deuses da mitologia nórdica, Odin, e seu filho Thor, também são deuses do trovão.

Antigamente, os guerreiros oravam aos deuses para conseguir as vantagens dos céus.

Os deuses sorriram para os aliados, no derradeiro Dia-D, o desembarque na Normandia.


Links:

https://www.audible.com/pd/History/World-War-II-A-Military-and-Social-History-Audiobook/B00DJ8ILIS

Ver no Medium.com

https://en.wikipedia.org/wiki/Normandy_landings

Normandy Landings 2017: What the D in ‘D-Day’ actually means

https://en.wikipedia.org/wiki/Mongol_invasions_of_Japan

https://www.huffingtonpost.com/2014/06/06/70th-anniversary-dday-photos_n_5445367.html

​ O destruidor de mundos

O sobrevivente de duas bombas atômicas
Tsutomu Yamaguchi estava indo trabalhar no dia 06/08/1945, em Hiroshima, no Japão, quando a primeira bomba atômica da história da humanidade foi lançada, a cerca de 3 km de onde ele estava.
Apesar das queimaduras, Yamaguchi voltou a trabalhar na sua empresa após 3 dias. Ele estava em Nagasaki, no dia 09/08/1945, quando a segunda bomba atômica foi lançada, a uns 3 km do escritório da Mitsubishi.
Yamaguchi sobreviveu novamente, por incrível que pareça. Ele é a única pessoa oficialmente reconhecida pelo governo japonês como sobrevivente das duas bombas.
Ele veio a falecer décadas depois, aos 93 anos, depois de ter sobrevivido a uma guerra mundial e duas bombas atômicas, mostrando que a Dona Morte teve muito trabalho para levá-lo.

Qual o potencial de uma bomba atômica?
Sempre me perguntei qual o tamanho do estrago de uma bomba dessas.
Digamos, uma granada destrói uma sala. Uma bomba convencional destrói algo entre um prédio e um quarteirão. E uma bomba como a de Hiroshima?
O site nukemap (http://nuclearsecrecy.com/nukemap/) dá uma ideia do tamanho da destruição.
Fiz algumas simulações.
A mesma bomba de Nagasaki, em São Paulo, acabaria com todo o centro da cidade.
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A Praça da Sé e bairros próximos, como a Santa Ifigênia e a Liberdade, seriam destruídos. Do lado direito, o número de fatalidades e de feridos.

 


Tsar Bomba
Já a bomba mais poderosa do mundo atual, a Tsar Bomba (russa), detonaria toda a cidade de São Paulo, chegando até mesmo a Guarulhos, Mogi das Cruzes, Jundiaí e Santos. Com uma única bomba!
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As cores representam os raios de efeito
Bola de fogo: 6.1 km (117 km²):Máximo tamanho da detonação nuclear
Rajada de ar: 32.6 km (3,350 km²): Muitas das construções colapsam, danos são universais, fatalidades em todo lugar.

Radiação termal: 73.7 km (17,080 km²): Queimaduras de terceiro grau nas camadas de pele, que são indolores por destruir os nervos da pele. Pode causar danos severos e pode requerer amputação.

 

A Tsar é uma bomba de hidrogênio, baseada em fusão nuclear (ao invés de fissão). Para produzir energia suficiente para detonar a bomba de fusão, internamente detona-se primeiro uma bomba de fissão nuclear – isto para dar uma ideia da quantidade de energia envolvida.

 


E que tal simular uma detonação no Rio de Janeiro.
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O Fat Man chegaria até o Catete, Santa Teresa e todo o centro.
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Já a Bomba Tsar alcançaria Petrópolis, Itaguaí e Saquarema!
E nota-se que o Rio de Janeiro não é um bom alvo, porque metade do poder da bomba iria se perder no mar, visto que RJ é uma cidade litorânea.
O poder do átomo é o mesmo poder que alimenta o Sol. E este poder do Sol está nas mãos de alguns seres humanos neste planeta.
Agora fica mais claro o termo Destruição Mutuamente Assegurada: MAD em inglês.
O poder dessas bombas é tão enorme, que, se usadas pelas nações que as detêm, causariam o fim da humanidade.
Depois de destruir tantas cidades, é muito apropriada a citação de Robert Oppenheimer. Ele foi um dos cientistas chefe do Projeto Manhattan, que desenvolveu a primeira bomba atômica.
Eu me tornei a morte, o destruidor de mundos.

Oppenheimer proferiu a frase após o teste bem sucedido da bomba no deserto de Nevada, em 1945. Esta é uma frase do Bragavad Gita, um épico indiano secular – Oppenheimer sabia ler e escrever em sânscrito.

 


Links:

Bônus
Bomba atômica por Vinícius de Moraes

A bomba atômica I

rio de Janeiro , 1954

e = mc2
Einstein

Deusa, visão dos céus que me domina
… tu que és mulher e nada mais!

(Deusa, valsa carioca.)

Dos céus descendo
Meu Deus eu vejo
De paraquedas?
Uma coisa branca
Como uma forma
De estatuária
Talvez a forma
Do homem primitivo
A costela branca!
Talvez um seio
Despregado à lua
Talvez o anjo
Tutelar cadente
Talvez a Vênus
Nua, de clâmide
Talvez a inversa
Branca pirâmide
Do pensamento
Talvez o troço
De uma coluna
Da eternidade
Apaixonado
Não sei indago
Dizem-me todos
É A BOMBA ATÔMICA.

A rosa de Hiroxima

rio de Janeiro , 1954

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Rosa de Hiroshima

O valor das flores de plástico

Quando eu era criança, eu achava as flores de plástico mais bonitas do que as flores de verdade. Elas eram bem feitas, não envelheciam, não murchavam, não morriam… talvez um dia, todas as flores do mundo fossem substituídas por suas versões infinitas.

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Entretanto, logo descobri que as flores de verdade valem muito mais do que as artificiais. É simples fazer um teste. Tente dar um buquê de flores de plástico para uma moça. Ela vai tacar a mesma na sua cabeça.

O valor das flores do mundo real vem exatamente do fato de que elas duram pouco. Murcham rapidamente, envelhecem e morrem. São efêmeras.

O ser humano se comunica através de sinais, implícitos e explícitos.

Um buquê de flores de verdade sinaliza que o galã teve que comprar o mesmo recém-cortado, portanto caro, e manusear com muito cuidado até entregar à moça.

É um sinal difícil de falsificar.

Neste caso, o que vale é a sinalização. Não a beleza.

 


 

Diplomas e certificados

O que é um diploma? Ou um certificado de alguma habilidade específica?
É como o caso das flores, uma sinalização. Sinaliza que fulano fez algo muito difícil, e de muito valor.

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Na prática, uma pessoa sem certificação pode fazer o mesmo, ou até melhor, do que alguém certificado, ainda mais nos dias de hoje, com a disseminação do conhecimento pela internet.

O problema é que, num mundo com bilhões de pessoas, é muito difícil distinguir as habilidades de centenas de potenciais candidatos. As certificações servem como um filtro para o processo de avaliação. Não conheço totalmente a pessoa, mas conheço e dou valor à certificação.

Porém, assim como no caso das flores de plástico, o diploma perde totalmente o seu valor se ele começar a ser falsificado, ou banalizado. Todo mundo ter curso superior é o mesmo que ninguém ter curso superior. O mercado não é bobo, ele entende e se adapta facilmente aos sinais. Não por coincidência, hoje em dia é necessário ter curso superior para ser auxiliar de ajudante de analista de contabilidade júnior.

 

Quando não se conhece as pessoas, as certificações são um filtro. Entretanto, depois que a pessoa é conhecida, e tem o trabalho avaliado após alguns meses e anos, o jogo é outro. A sinalização é pela confiança. Um diretor prefere trabalhar com alguém de confiança, que ele sabe que vai dar conta do trabalho, do que um desconhecido cheio de certificados.

Num mundo repleto de certificações banalizadas, a indicação boca-a-boca, tanto de profissionais quanto de serviços, tem um valor muito grande: “Sei que esse cara manda bem demais”, “Fulano foi o responsável pelo sucesso do projeto”, etc.

A indicação boca-a-boca sincera é um sinal muito difícil de falsificar.

 

Em resumo. Não confundir o valor real com certificações.

E, cuidado. Atualmente, as certificações estão virando flores de plástico.

 

 

 

​Desista, nunca vai dar certo!

Todas as vezes em que um especialista disser que não vai dar certo, lembre-se desses cases.

 


Os Beatles

Em janeiro de 1962, os ainda desconhecidos Beatles foram rejeitados pela Decca Records, com a seguinte nota:

“Grupos de guitarra estão em franca decadência”, e “os Beatles não têm futuro no show business”.

Ledo engano, os Beatles se tornaram a banda de maior sucesso da história!

 


 

Fedex

Fred Smith é o fundador da Fedex, uma das maiores transportadoras de carga do mundo. Num dos trabalhos da faculdade, ele colocou a ideia de transportes de cargas através de um hub central.

Diz a lenda que ele recebeu um C- pelo trabalho, com a explicação de que o mesmo deveria ser minimamente viável na prática para receber uma nota melhor!

 


 

O Telefone

Graham Bell, o inventor do telefone, ofereceu os direitos de produção à Western Union, que respondeu:

“Que espécie de uso teria este brinquedo elétrico?”


 

Albert Einstein – Lazy dog

O grande cientista alemão Albert Einstein não era um bom aluno. Muito pelo contrário. Ele odiava a rotina de ter que estudar assuntos que lhes eram impostos, ao invés de seguir a própria imaginação.

 

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Por isso, um de seus professores de matemática o chamou de “Cachorro preguiçoso”, e profetizou que ele nunca faria algo de útil na vida!

 


 

Links

https://ideiasesquecidas.com/

https://en.wikipedia.org/wiki/The_Beatles%27_Decca_audition

https://www.bloomberg.com/news/articles/2004-09-19/online-extra-fred-smith-on-the-birth-of-fedex

How Einstein Went from ‘Lazy Dog’ to Nobel Prize Winning Scientist

http://blog.historyofphonephreaking.org/2011/01/the-greatest-bad-business-decision-quotation-that-never-was.html

 

Planejamento de longo prazo

Palavras do grande mestre Peter Drucker, sobre o planejamento de longo prazo.

 

O futuro requer decisões – agora. Impõe riscos – agora. Demanda ação – agora. Necessita de alocação de recursos, em especial, recursos humanos – agora. Demanda trabalho – agora.

O longo prazo é feito de decisões de curto prazo. A menos que o longo prazo seja construído por ações de curto prazo, o planejamento de longo prazo é um exercício de futilidade.

Longo prazo e curto prazo não são uma questão de período de tempo: anos, décadas. O que interessa é o quão efetivo é o período de tempo sobre o qual o plano é efetivo.

Ação: Desenvolva um plano estratégico que tenha decisões presentes. Estabeleça responsabilidades pela implementação e monitoramento dessas decisões.

 

Comentário meu: a coisa mais comum de acontecer é um sonho bonito de longo prazo, acompanhado de ações completamente opostas no curto prazo. O exemplo clássico é a pessoa que traça um plano para emagrecer, mas não resiste à visão de um chocolate no supermercado. O mesmo ocorre quando o fechamento do EBITDA trimestral sacrifica um desempenho de longo prazo da empresa. 

Duas alternativas

Entre duas alternativas, a primeira já conhecida, e outra desconhecida, porém potencialmente melhor, escolha a segunda.
Novos conhecimentos vêm de experiências descorrelacionadas com experiências passadas.
Entre um livro original em inglês e sua tradução em português, escolha sempre o em inglês, para treinar uma segunda língua.
Entre um restaurante conhecido, e um desconhecido, escolha o segundo.
Uma vez fui até Quebec, no Canadá, e almocei no McDonalds. Que perda de oportunidade! Poderia ter almoçado em qualquer lugar, menos num restaurante que tem em qualquer esquina de São Paulo.
Numa reunião ou festa, tente falar com pessoas desconhecidas, não com a mesma panelinha de sempre.
Esta é uma forma simples de treinar o hábito de assumir riscos controlados.