​Não bastava uma cena boa. Tinha que ser espetacular

Uma das cenas mais memoráveis da história do cinema é a abertura do filme 2001 – Uma Odisseia no Espaço, de Stanley Kubrick. O filme data de 1968 e desde então tornou-se um dos clássicos do cinema.
2001.jpg
A abertura citada é tão poderosa que ficou uma semana ecoando na minha cabeça.
E até hoje, ao relembrar dela, vejo a estrela surgindo atrás do planeta, e a trilha sonora ecoando em meus ouvidos.
Uma história curiosa. O ultra perfeccionista diretor Stanley Kubrick tinha encomendado a trilha sonora do filme ao compositor Alex North, com quem tinha trabalhado anteriormente em Espartacus.
Alex North era um compositor extremamente talentoso. Por exemplo, ele é o autor de  “Unchained melody”, aquela do filme “Ghost, do outro lado da vida”.
Pois bem, North deu o melhor de si para fazer o soundtrack do filme.
Eis a abertura do filme com a composição de North.

Porém, ao assistir à premiere do filme, North teve uma surpresa. Kubrick não tinha usado nenhuma de suas músicas na versão final do filme. O diretor preferiu utilizar as músicas “guia” indicadas para inspirar a composição da trilha sonora. North ficou completamente devastado…
Kubrick poderia ter sido um pouco mais humano, é claro. Mas, certamente, fez a escolha certa. O bom não bastava. Tinha que ser espetacular. Ele utilizou a pouco conhecida (na época) música “Assim falou Zaratustra”, do compositor alemão Richard Strauss. Tons grandiosos, fortes. Apenas cinco notas, mas que notas! Ao fundo, uma estrela ascendente no espaço infinito.
Não adianta explicar. Tem que assistir, de preferência ao filme todo:

2001 é frequentemente citado como um dos 50 melhores filmes de todos os tempos. Criou uma legião de admiradores em todo o mundo desde então.
Até no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) tem uma menção ao filme de Kubrick. O salão negro tem um mural, onde tem um astronauta, uns planetas, e um… monolito voando…
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Notas
“Assim falou Zaratustra” é um livro espetacular de Friedrich Nietzsche, um dos gigantes do século XIX, obra que inspirou a composição de Richard Strauss. Ou seja, é gênio atrás de gênio.
Outra cena fabulosa é a “valsa das estrelas”, que utiliza outra música clássica, a valsa Danúbio Azul. É hipnotizante.

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