Escola acadêmica x Vida real

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Sir Ken Robinson tem um vídeo famoso no TED, onde argumenta que a escola, nos moldes tradicionais, atrapalha a criatividade.

Ele conta uma história apavorante: se fosse pela escola, Paul McCartney nunca teria sido músico.

O professor de música de Paul, no ensino médio, nunca dava notas boas para ele, nem notava nenhum talento diferente.

Outro Beatle, George Harrison, teve o mesmo professor alguns anos depois, e era a mesma coisa: nenhum destaque, notas medianas, aluno mediano.

Imagine só. Os Beatles são a banda mais legal e bem sucedida do universo. Um cara tem metade dos Beatles em sua aula de música, onde ele supostamente seria o especialista do assunto, e dá nota 5 para eles!!

Agora, a minha experiência. Sou alguém que estuda muito. Leio um livro por semana, no mínimo. Sempre fui assim.
Porém, na época da escola, eu fui ensinado que a escola tem as respostas. Existia o certo e o errado. Se a resposta não fosse igual à das soluções do final do livro, estava errada.

Por anos, eu seguia o mesmo processo. Dado um problema novo, eu sempre procurava extensivamente em livros se alguém já tinha pensado e resolvido aquilo. Depois disso, analisava as soluções que encontrava e começava a pensar.

Mas este processo está errado. O ideal é começar a pensar antes de procurar outras soluções. Imaginar, desenvolver, ao invés de copiar.

Na vida real, há coisas que dão certo e que dão errado. Mas esta fórmula não está escrita num livro. O conhecimento de hoje pode estar ultrapassado amanhã. E é a vida real que dá o veredicto final, não a escola.

Se Paul McCartney tivesse sido influenciado pelas notas do professor de música, talvez ele tivesse ido trabalhar como mão de obra na indústria. Não existiriam os Beatles. O mundo seria mais triste, ao ser privado de músicas como Yesterday, Hey Jude, The long and winding road, Sgt Pepper, Yellow Submarine…

Arnaldo Gunzi
Jan/2014

Bônus: Yesterday é a música mais regravada da história, com mais de 2000 regravações.

Magnum Opus

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Magnum Opus é a obra magnânima que uma pessoa realiza em vida. É “A obra prima” e não “uma obra prima”.

Steve Jobs sempre falava em “deixar uma marca no universo”.

Fernando Pessoa dizia: Navegar é preciso, viver não é preciso. Viver não é necessário, o que é necessário é criar.

Para mim, mais do que simplesmente acumular patrimônio ou bem viver a vida, é necessário fazer coisas que sejam importantes, duradouras. É fazer trabalhos cada vez melhores, buscar o meu Magnum Opus.

Qual é a sua marca no universo?

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Arnaldo Gunzi
Jan/2015

O consultor dos samurais, seguros e a crise hídrica

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Na entrada de diversas escolas do Japão, há a estátua de um menino carregando lenha e lendo um livro. O nome dele é Ninomiya Kinjiro, e é um símbolo de esforço, parcimônia e doação. Há um post específico narrando a história dele.
Diz a lenda que, no Japão da época, houve um período do ano que estava chovendo abaixo do esperado. O calor era o mais forte que os mais velhos tinham conhecimento. O nível dos rios estava baixo, bem mais baixo do que no mesmo período do ano passado. A colheita estava crescendo abaixo do que a tábua de cálculo de Kinjiro previa que cresceria. Dizem que Kinjiro provou uvas de uma fazenda, e elas não estavam boas. Então ele finalmente se convenceu de que havia alguma coisa errada.
Kinjiro passou a liderar uma forte campanha de racionamento de alimentos. Poupar hoje para não faltar amanhã. Diminuir o consumo hoje como um seguro para épocas seguintes.
Apesar de ser uma medida impopular, pois submetia a população aos inconvenientes de um racionamento, era o que deveria ser feito. Então, com a coragem que tal medida requeria, e com transparência total para com a população, ele conseguiu poupar a produção de alimentos.
Muitos concordavam que a época de secas estava um pouco pior do que o normal, mas esperavam que a época de chuvas fosse melhor. Mas Kinjiro era firme. Não deveriam se basear num cenário romântico, mas sim num cenário provável. E também ter um seguro. Seguros são instrumentos muito comuns no mundo financeiro, mas sua concepção pode ser estendida para outras áreas. Um seguro é um preço que pagamos hoje, para evitar ou mitigar possíveis efeitos ruins no futuro. Se o cenário ruim não ocorrer, perdemos o preço que pagamos hoje. Mas, se o pior cenário possível ocorrer, o preço que pagamos hoje é muito menor do que o efeito do pior cenário.
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Diz a lenda que o clima no Japão foi impiedoso nos anos seguintes. O vilarejo de Kinjiro sobreviveu com certa facilidade por causa do racionamento, que tinha começado anos antes. Então, outros vilarejos das redondezas buscaram o auxílio do vilarejo de Kinjiro. É como se o seguro deste tivesse coberto até mesmo alguns terceiros.
Alguns milênios depois, a mais grave crise hídrica de São Paulo dava indícios de que algo estava errado há vários meses. O governo resolveu tratar o caso sem transparência (sem assumir que deveria haver um racionamento pesado) e sem seguro (sem tomar, há meses atrás, medidas fortes para diminuir o consumo), torcendo pelo período chuvoso. Hoje, estamos no meio de janeiro, e o Cantareira está a 6,5% da capacidade, já esgotados algumas reservas de emergência. Meses úmidos como novembro, dezembro e janeiro já passaram, e nada de melhorar. Temos pela frente mais alguns poucos meses historicamente chuvosos para entrar em outro período de seca.
Haverá o colapso do sistema hídrico. Medidas como multar quem consome muito, premiar quem é frugal, admitir o racionamento, consertar vazamentos e fazer obras deveriam ter começado há vários meses, quiçá anos atrás.
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Há chance de haver problemas no sistema elétrico, pelo mesmo motivo (falta de chuvas em todo o país). O que vem salvando o sistema elétrico são as termoelétricas, estas sim construídas como um seguro para momentos como este, no governo FHC há mais de 10 anos atrás,
É impossível prever o futuro, mas é possível fazer cálculos de cenários e adquirir seguros. O preço do seguro pode não ser barato, mas é um preço muito baixo, comparado ao custo de um evento de alto impacto, um Black Swan.
Arnaldo Gunzi
Jan/2015
(por enquanto não falta água em casa, pelo reservatório daqui ser o Guarapiranga).
Bônus: a bela música “Asa Branca”

Quando olhei a terra ardendo
Qual a fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação

Que braseiro, que fornalha
Nem um pé de prantação
Por falta d’água perdi meu gado
Morreu de sede meu alazão

Imagine

A belíssima música “Imagine”, de John Lennon, é um sonho em forma de poesia musical.
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Para mim, esta música traz um significado bem além do que apenas uma mensagem.
Quando eu tinha uns 13 anos, eu era um garoto sem dinheiro, vivendo no Brasil dos anos 80. Para quem não viveu esta época, saiba que foram anos complicados. O Brasil era muito menos desenvolvido. O índice de analfabetismo ainda era alto, a expectativa de vida era de menos de 60 anos (contra mais de 70 de hoje).
A inflação chegava a 80% em um mês. Deixar dinheiro no bolso era certeza de que no mês seguinte ele não valeria mais nada. Era melhor comprar algo, como um kilo de sal. O sal pelo menos mantinha o seu valor no mês seguinte. E era mais fácil alguém aceitar sal como pagamento do que os cruzeiros (ou cruzados, cruzados novos, cruzeiros novos, foram tantas moedas neste período). Estávamos voltando para o escambo (troca de mercadorias e serviços ao invés de papel moeda).
O Brasil dos anos 80 era um país sem muitas esperanças.
Neste cenário, eu tive as minhas primeiras aulas de inglês.

O sr. Jaime Shiratori, pai de amigos meus, resolveu dar aulas de inglês para os filhos (eram 3 irmãos) e para os amigos destes. Reuniu umas 10 pessoas. Era gratuito, uma vez por semana. Domingo a tarde.  Era sobre o mais básico do inglês, e era focado na pronúncia. Ele dizia que os cursos da época eram muito ruins com relação à pronúncia, então ele resolveu ensinar. Mas talvez algo mais motivasse ele: contribuir um pouco a mais para ajudar os outros, em tempos tão ruins.
Para um garoto como eu, que tinha conhecimento nulo em inglês, foram as primeiras aulas de verdade sobre o assunto. Em algumas aulas eu já estava entendendo bem mais e com uma pronúncia melhor do que poderia aprender na escola ou sozinho. Ele também introduzia elementos lúdicos como música em inglês, com as letras num papel xerocado. Hoje em dia é trivial ouvir uma música na internet e procurar a letra. Mas, naquele tempo, eu não tinha nenhum aparelho sonoro particular. E conseguir as letras era bem difícil – eram xerox de xerox de xerox. Lembro que guardava e catalogava cuidadosamente essas valiosas cópias que conseguia.
Foi apenas um semestre de aulas, pouco, mas foi muito bom. E, na última dessa série, não tivemos aula de pronúncia, mas aula de interpretação de música. E a música era “Imagine”. O sr. Shiratori tocou a música toda. Depois tocava apenas alguns trechos, pausava a música, e traduzia. “Imagine que não há paraíso”. “É fácil se você tentar”. “Não há inferno abaixo de nós”. “Acima, apenas o céu”. “Imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz…”

Relembrando essas aulas após tantos anos, pergunto-me qual foi a principal contribuição do Sr. Shiratori. A primeira foi ter dado o pontapé inicial no meu aprendizado de inglês – nos 20 anos seguintes, estudei muito, li muito para dominar este novo universo. Mas a principal contribuição do Sr. Shiratori foi outra. Foi dar esperança num mundo tão sombrio, de tão parcos recursos. Foi ensinar pelo exemplo.
Uma pessoa pode fazer muita coisa. Uma pessoa pode fazer a diferença. Se mais pessoas pensassem assim, quem sabe o mundo fosse melhor.
Você pode dizer que sou um sonhador, mas não sou o único. Eu espero que um dia você se junte a nós, e o mundo será um só.

Arnaldo Gunzi

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(do site http://www.stanleycolors.com/2013/09/imagine-john-lennon/)

A Unimente 

Há uns 20 anos, vi a Unimente numa história em quadrinhos. Era um cérebro amarelo gigante, que tinha uma capacidade de raciocínio infinita. O povo, uns ETs estranhos, faziam perguntas telepáticas à  Unimente, que respondia como um oráculo que sabia tudo.
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A Unimente era uma espécie de “Mente única”. Mas não era um conhecimento central, como um robô ou biblioteca. Era a soma interconectada de todas as pessoas do universo. Ao mesmo tempo em que as pessoas usavam a Unimente, a Unimente era formada de todas as mentes de todas as pessoas. Cada um contribuía um pouquinho para gerar a Unimente.
Pois bem, 20 anos depois, estamos quase no estágio desses ETs.
A internet é uma Unimente. Não há um repositório central. Cada pessoa na rede contribui um pouco com a sua opinião, comentário, ou conteúdo (texto, vídeo, áudio, perfil em rede social, etc). Ao invés de telepatia, temos wireless.
Cada pessoa que entra na rede acrescenta um nó de informação. Este nó adicional contribui para aumentar a escala de conhecimento, complexidade, além de servir como estímulo para mais pessoas entrarem.
Estima-se que atualmente 40% dos 7 bilhões de habitantes da Terra tenham acesso à Internet.
Imagine como o mundo será num futuro em que 100% de pessoas estiverem conectadas à Unimente em banda larga!

Pirâmides financeiras

Há 10 anos, um amigo me convidou para investir em avestruz.
Era um investimento que dava 4% ao mês (muito acima da inflação e do mercado).
Era uma oportunidade tão boa porque a avestruz era a ave do futuro. Sua carne era exportada e era muito cara. Sua pena servia para fazer fantasia do carnaval.  Aproveitava-se tudo da avestruz.
Mas eu tinha que comprar avestruz e levar para o meu apartamento? Não. Eu comprava uma avestruz filhote, ficava com um contrato em papel, e a avestruz continuava na fazenda crescendo. A empresa recomprava a avestruz quando crescesse, a uma taxa acima do mercado. A exportação de carne garantiria a viabilidade da operação. Não tinha risco.
O meu amigo que me convidou tinha ido até Goiás para ver se a fazenda existia. Lá, encontrou milhares de avestruzes, um monte de fazendeiros ricos e participou de um farto churrasco. Ele voltou de lá convencido da robustez do negócio. Colocou algumas dezenas de milhares de reais no negócio. E me chamou para entrar porque ganhava uma bonificação em avestruz quando chamasse outras pessoas.
Mês após mês, ele conferia no site o saldo da conta sempre subindo. Sempre subindo acima da bolsa. Sempre subindo astronomicamente. Até que, um dia, o site sumiu do ar. Os telefones ficaram mudos. Os responsáveis sumiram.
Pirâmides 
Pirâmides são esquemas que se baseiam não em investimentos em bolsa ou em algum outro ativo, mas meramente são sustentadas pela entrada de novos integrantes. Daí vem o nome. Somente os do topo da pirâmide ganham. Os que estão em baixo precisam da entrada de uma base cada vez maior de pessoas para lucrar.
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Como num fundo de investimentos, várias pessoas investem uma quantia de dinheiro no negócio. Mas nem todo mundo saca o dinheiro de uma vez. A maioria delas acompanha o valor investido através de extratos do site do próprio fundo. Sabendo deste comportamento,as pirâmides usam o dinheiro dos novos entrantes para remunerar as pessoas que querem sacar o dinheiro (mantendo as aparências de um fundo saudável). O problema acontece quando muita gente quer sacar o dinheiro que virtualmente tem. Aí a bolha explode.
Pelas pirâmides serem parecidas (exteriormente) com fundos de investimento, nem sempre é fácil distinguir uma coisa da outra.
Pirâmides conhecidas no Brasil: Boi Gordo (anos 80), Avestruz Master (anos 2000), Telexfree e BBOM (anos 2010).
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Nos EUA, as pirâmides também são chamadas de “esquema Ponzi”, em referência a um golpe deste tipo ocorrido nos anos 1900 por um criminoso chamado Charles Ponzi.
Dica para sair de roubadas:
  1. sempre que alguém disser que tem um investimento sem risco, com retornos acima do mercado, ganhos rápidos e fáceis, e está te oferecendo esta oportunidade, saia correndo. Se fosse mesmo uma oportunidade, ele não divulgaria.
  2. desta vez é diferente: a “oportunidade” acima sempre reaparece maquiada e remodelada.  As vezes te fazem vender um produto fajuto (como um suco de capim que emagrece). As vezes te fazem “trabalhar” (ex divulgar o produto diariamente no facebook e clicar num link inútil). Tudo para fugir um pouco da roubada clássica, e para dar às pessoas a oportunidade de se enganarem (porque, no fundo, elas sabem que algo está errado).
Essas pirâmides que “dão tanta esmola que o santo desconfia” são de certa forma simples de reconhecer. E se o esquema for mais sofisticado?
Pirâmide de Madoff
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Bernard Madoff abriu um fundo de investimentos como tantos outros, em Wall Street. Ele não prometia ganhos rápidos nem retornos milagrosos. Prometia apenas retornos estáveis. Já tinha idade avançada e prestígio no mercado, dando credibilidade ao fundo. Fazia filantropia e posava de bom moço.
Mas o fundo não era para qualquer um. Era apenas para clientes exclusivos e ricos. Por ele ser judeu, tinha contatos com o “circuito Judeu” dos EUA. Alguns de seus clientes eram: Steven Spielberg, Kevin Bacon, John Malkovich. Banco Santander e diversos outros fundos ao redor do mundo também investiam no fundo dele.
Os retornos eram em torno de 10% ao ano. Sempre estáveis, mesmo em crise. Pelo fundo ser tão exclusivo, e o método utilizado ser “secreto”, ele não detalhava sobre o tipo de operação era feito para garantir esses 10%.
Ora, veja que este retorno de 10% é:
  1. baixo demais para ficar evidente que era uma pirâmide, e
  2. acima do mercado no longo prazo, garantindo um motivo para clientes ricos entrarem no fundo.
Mas, como toda pirâmide, um dia o esquema desabou. Tiveram várias famílias arruinadas, perdendo tudo o que uma vida toda de trabalho duro conquistaram. Teve um cara que se suicidou, porque tudo o que a família tinha estava lá. Madoff e comparsas foram presos. Mas o estrago estava feito.
Epílogo
Certamente há muitos outros Bois gordos, avestruzes masters, Telexfrees, Madoffs por aí, à espreita.
Pirâmides sempre existiram e sempre existirão. A roupagem é sempre nova, mas o esquema é sempre similar.
Em esquemas como o de Madoff, é bem mais difícil reconhecer o golpe.
Uma forma de contornar isto é não investir uma porcentagem muito grande de seu capital em um fundo alternativo, por melhor que possa parecer. Controle de riscos, sempre.
Outra forma, bem mais difícil, é aprender como funciona o mercado de capitais, para você mesmo aplicar uma parte de seus investimentos.
Mas o principal é ter a noção de que somente com trabalho é que se consegue capital. Não é investindo em promessas milagrosas nem em pessoas carismáticas. Não existem atalhos.
Arnaldo Gunzi
Jan/2015

Resoluções de Ano Novo

O Ano Novo é sempre um marco. Indica o fim de um ciclo. É a base da contagem de nossa idade. Muita gente elabora desejos para o ano que chega.
Dois tópicos para ajudar na elaboração das resoluções de Ano Novo.
1 – Objetivos devem ser SMART
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Mais do que apenas desejos, o ideal é que as metas do ano tornem-se realidade. E isto envolve planejamento, dedicação, trabalho. Para ajudar a elaborar as metas, há um template de auxílio chamado SMART.
S – Specific: as metas devem ser específicas. Devem ter escopo bem definido, claro. Não adianta colocar algo genérico.
M – Measurable. Devem ser mensuráveis, para conseguir estabelecer metas e
A – Achievable. Os objetivos devem ser atingiveis. Se não os forem, vão ser abandonados rapidamente.
R – Relevant. As metas têm que ser relevantes. Têm que estar em harmonia com o que a pessoa é e os objetivos de longo prazo dela.
T – Timely.  Devem ter um prazo, deadline associado.
Nem sempre é possível ter esses cinco critérios, mas quanto mais tiver, melhor. A grande ideia aqui é que lista de resoluções seja um plano de ação efetivo.
2 – Feedback Analysis
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A “Análise de Feedback” de Peter Drucker consiste em elaborar metas e checa-las a cada período de tempo, comparando quais eram suas expectativas, o que aconteceu e o que deixou de ocorrer. Desta análise, pode-se descobrir quais os seus pontos fortes e fracos. Também serve para repensar se as suas ações estão de acordo com um objetivo de longo prazo, e o que deve ser mudado.
A dica aqui é a de arquivar essas resoluções de Ano Novo num local e comparar a resolução deste ano com o que realmente ocorreu.
Parece uma dica simples e óbvia.
Mas, como diria o Mestre Drucker: se é óbvia, porque não é feita? Afinal, você se lembra da resolução de Ano Novo do ano passado? Do retrasado? De 10 anos atrás?
Conclusão 
A análise SMART ajudará a criar planos de ação, e não simples desejos.
O Feedback Analysis ajudará a analisar seus pontos fortes, fracos e alinhamento com objetivo de longo prazo.

Arnaldo Gunzi

Jan/2015